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A maior rede social do mundo dá mostras de que pode não ser mais o lugar preferido da geração de jovens que dita tendências na internet.

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Ano que vem, a rede social criada por Mark Zuckerberg completa 10 anos. Nessa quase década de existência, o Facebook foi o agente de grandes mudanças no mundo social, desbancando antes gigantes como o MySpace. Mas as mudanças têm sido tantas que a própria rede social se vê agora na obrigação de acompanhar as transformações da web 2.0 para não ficar pra trás. Em seu último relatório anual, o Facebook divulgou que o público adolescente está cansado da plataforma.Ao que tudo indica, a rede social já é considerada pelos adolescentes um serviço menos ágil e menos “descolado”. No documento, destinado a investidores, a empresa diz temer que a baixa adesão desse público possa influenciar negativamente os seus negócios a longo prazo.

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Os adolescentes se tornaram um segmento crucial para os negócios de várias empresas, e principalmente para a publicidade. No setor de tecnologia, eles ditam as tendências e isso explica boa parta da preocupação do Facebook em relação ao desinteresse que o grupo tem mostrado pela rede social.

Acesso-de-jovens-nas-redes-sociais-Facebook-Tumblr-e-Instagram-originalA cada dia, o Facebook se torna a rede social dos adultos. Quais os riscos e, principalmente, as oportunidades que esse fato pode trazer para seus negócios? (Imagem: VEJA)

As explicações para a saída dos adolescentes do Facebook são várias. Uma reportagem de VEJA trouxe a opinião da estudante Julia Baldini, de 18 anos. “O excesso de propaganda e a lentidão do aplicativo para smartphone prejudicam minha relação com a rede”. A revista norte-americana Time destacou a opinião de Baret Steed, de 15 anos, para mostrar outras dimensões do fenômeno. “Parece que todos estão no Facebook. Todos os meus parentes comentam minhas publicações. Eu acho bonito o gesto de querer acompanhar minha vida, mas isso é bem chato”. Estaria o Facebook sofrendo as dores do seu próprio gigantismo? A depender dos lugares para os quais os adolescentes têm migrado, tudo indica que eles querem muitas coisas que já começam a faltar no Facebook: menos publicidade, mais privacidade e, principalmente, liberdade para criar novas experiências com os amigos. Tumblr, Instagram e o YouTube se colocam cada vez mais como os novos locais de encontro dos adolescentes no mundo 2.0. Além desses, serviços menos conhecidos como o Snapchat parecem ter feito tanto sucesso entre os adolescentes que chamaram a atenção de marqueteiros, agentes de mídias sociais e de vários pais de família (você entenderá logo o porquê). O Snapchat, aplicativo de troca de mensagens que apaga o que foi trocado entre os usuários poucos segundos após ser visto, já é responsável pelo tráfego de mais de 60 milhões de imagens diariamente nos Estados Unidos. A funcionalidade caiu tanto no gosto dos adolescentes que chegou a se envolver recentemente numa grande polêmica, quando alguns adolescentes inventaram um jeito de manter algumas imagens mesmo após o aplicativo deletá-las. Alunos de uma escola média no estado de New Jersey publicaram então no Instagram algumas da mensagens “secretas” que estavam sendo trocadas no Snapchat. E o que pais e juízes da infância e juventude encontraram? Fotos de nudez trocadas entre colegas de classe, todos menores de idade.

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As redes sociais sempre foram dominadas pelos adolescentes. Tanto que a maior delas era até 2012 formada principalmente por eles. Mas, assim como o Facebook foi um dos maiores beneficiários do interesse desse grupo, também será ele quem enfrentará os maiores desafios para saber o que fazer após a sua saída da rede social. Os negócios ficarão mais difíceis ou apenas amadurecerão? (Imagem: TechCrunch)

Um motivo-chave para a migração dos adolescentes do Facebook é, surpreendentemente, que esse grupo é de longe um dos mais ativos nas redes sociais. E isso faz com que eles não se contentem facilmente com um serviço, mesmo que ele seja oferecido por um gigante das redes sociais. Pesquisa do Pew Research Center mostra que a criação de conteúdos por parte dos adolescentes continua a crescer desde o início da década. Segundo o instituto, 64% dos adolescentes norte-americanos entre 12 e 17 anos se engajam na criação de algum tipo de conteúdo on-line. Enquanto as garotas parecem mais dispostas a criar blogs e postar fotos, os rapazes têm mais presença na hora de fazer vídeos. E as diferenças param por aí. Quanto se fala em classes sociais, grupos étnicos e até mesmo níveis de escolaridade, o comportamento dos adolescentes nas redes sociais sofre poucas mudanças. Todos querem se fazer ouvir e ser vistos em suas histórias. E as chances de sucesso de um serviço na internet é diretamente proporcional ao quanto ele ajuda nesse processo.

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Enquanto os adolescentes migram do Facebook para outros sites, o público adulto, que adere cada vez mais à rede social, também dá mostras de que a criação de Mark Zuckerberg terá muitos desafios pela frente. Mesmo sendo o grupo que tem mais criado contas na rede social, os adultos têm voluntariamente “dado um tempo” no site. Nada menos do que 61% dos adultos norte-americanos têm dado umas férias ao que para eles ainda é novidade, de acordo com o Pew Research Center. Os motivos parecem mais fáceis de identificar do que quando se fala dos jovens. “É algo meio de fofoca”, “Cansei de ficar acompanhando a vida dos outros”, “Falta privacidade”  e “Ficar na rede rouba o tempo” foram algumas das explicações levantadas pelo instituto. O fato é que, de um modo ou de outro, todos os grupos estão diariamente dando novos significados às suas experiências nas redes sociais.

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Até os adultos têm planejado “dar um tempo” no Facebook. Mas o que chama atenção mesmo é que a proporção de adolescentes e jovens com as mesmas intenções é duas vezes maior. Os adultos parecem estar aproveitando de outras maneiras o serviço em que talvez se tornem maioria (Imagem: TechCrunch)

Fonte: Scup

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