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O Google e o Yahoo ofereceram uma proposta que reduziria consideravelmente a escala de seus planos de uma parceria publicitária, em um esforço de último minuto para obter a aprovação do Departamento de Justiça, que está examinando o plano em busca de possíveis efeitos adversos sobre a concorrência, disse uma pessoa informada sobre o plano. O acordo publicitário utilizaria a rede de publicidade do Google para colocar alguns anúncios vinculados a resultados de busca no site de buscas do Yahoo, o que ajudaria este último a elevar sua receita. Sob os termos revisados, o prazo do acordo seria reduzido a dois anos, ante a proposta original de dez, disse a fonte, que concordou em falar sobre a questão desde que seu nome não fosse revelado, porque as discussões continuam a ser confidenciais. Além disso, a quantia que o Yahoo poderia receber do Google por publicidade vinculada a buscas veiculada em seu site ficaria restrita a um máximo de 25% do faturamento total do Google com esse tipo de publicidade, disse a fonte. Anteriormente, o Yahoo teria controle total sobre a proporção de seu espaço de publicidade vinculada a buscas que poderia ser entregue ao Google. Google e Yahoo submeteram a nova proposta ao Departamento da Justiça no final de semana. Não se sabe se as limitações serão suficientes para satisfazer os investigadores da divisão antitruste, que levantaram objeções contra a proposta de parceria. Representantes do Yahoo e do Google se recusaram a comentar sobre a nova proposta, mas disseram que as negociações com o Departamento da Justiça continuariam. Gina Talamona, porta-voz do departamento, disse que o assunto continuava pendente mas se recusou a acrescentar outros detalhes. Os limites propostos para a parceria, caso aceitos pelas autoridades regulatórias, provavelmente reduziriam os benefícios financeiros do acordo para o Yahoo, que vem batalhando por acelerar seu crescimento depois do fracasso das negociações quanto a uma fusão com a Microsoft. A empresa anunciou que antecipava receber entre US$ 250 milhões e US$ 450 milhões em receita adicional devido ao acordo, em seu primeiro ano de vigência. Para o Google, um acordo mais limitado também representaria um revés, mas ainda assim seria uma alternativa aceitável, caso a empresa deseje evitar um confronto com as autoridades regulatórias sobre o seu crescente poder. Associações que representam alguns dos maiores anunciantes dos Estados Unidos, e portanto alguns dos principais clientes do Google, disseram que o acordo resultaria em uma redução na concorrência, levando a preços mais altos e não reforço do domínio do Google sobre o mercado de publicidade vinculada a buscas. Um crítico do acordo afirmou que as revisões nada fariam para torná-lo mais palatável, entre os anunciantes. "Caso o acordo seja incapaz de sobreviver às questões quanto ao que ele causaria em longo prazo, que vantagem haveria em permitir que seja adotado com prazo mais curto?", questiona Robert Liodice, presidente da Associação Nacional de Anunciantes dos Estados Unidos, que instou o Departamento da Justiça a reverter o acordo. As duas empresas alegam que o acordo na verdade beneficiaria a concorrência, e que elas não controlam os preços da publicidade pelo sistema do Google, que são definidos por meio de leilões. Limitar a porcentagem da receita publicitária do Yahoo que poderia vir do Google garantiria que a empresa não utilizasse seu acordo com o Google para abandonar gradualmente suas atividades como vendedora de publicidade - situação que alguns anunciantes consideram provável e que concederia ao Google um virtual monopólio sobre a maior e mais lucrativa porção do setor de publicidade online. A nova proposta surgiu depois que as negociações entre as empresas e o Departamento da Justiça pareciam esgotadas. Uma solução - seja uma decisão do departamento de abrir um processo para bloquear o acordo, uma desistência pelas empresas ou um acordo de último minuto - é esperada para esta semana. Google e Yahoo anunciaram seus planos de parceria em junho. Concordaram em adiar até outubro a implementação do acordo para que as autoridades pudessem revisá-lo, e depois voltaram a adiar a implementação repetidas vezes. Fonte:Terra, Miguel Helft

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