A verdade é a melhor camuflagem.
Ninguém acredita nela!!!
Rogério Oliveira - grupo make
A verdade é a melhor camuflagem.
Ninguém acredita nela!!!
Rogério Oliveira - grupo make
Neste Brasil maravilhoso, escola e celeiro de tantas crises, confesso, estou igualmente entrando em crise, acho que perdi a validade, a auto-imunidade. A palavra crise tomou conta da mÃdia, da sociedade, do mundo. Não temos escapatória, aliás, não adianta fechar os olhos, ouvidos e a boca, a virulência das informações não perdoa nem os otimistas de plantão. Se omissos, corremos o risco de sermos tachados de alienados frente ao massacre midiático. Se entrarmos no clima de pessimismo, é de quem só vê o lado negativo.
Na falta de grandes noticias, de grandes movimentos culturais e polÃticos, de grandes iniciativas (o pré-sal já morreu), de projetos sociais, somos alimentados diariamente por informações constantes, via um universo de eruditos, do frentista ao motorista de táxi, além de todos os outros tipos viróticos de informação. Uma enxurrada de informações, na maioria negativas. Começam no café da manhã, informações sem hora para terminar, tendo inclusive, a capacidade de ofuscar todas as outras que naturalmente fazem parte do nosso cotidiano.
Antes de ser considerado reacionário, é bom deixar claro que não sou apologista de esconder ou manipular informações, no mÃnimo, pleiteio o equilÃbrio das informações, sem a massificação do pessimismo que está tomada conta da sociedade. Gostaria de ver ações que gerassem motivação, planos, ainda que nem todos dêem certo, para que a sociedade e a classe empresarial pudessem investir em esforços imediatos, visando criar mais empregos, manter os atuais, dar tranqüilidade aos brasileiros mais do que penalizados pelas permanentes intempéries a que são submetidos.
Ainda que aparentemente existam varias crises, a nossa, a real, é a de empresários preocupados com a atividade e a sobrevivência. A “crise†que o governo esnoba e endossa aos paÃses ricos. A crise social, mais uma. A crise da consciência, infelizmente uma prerrogativa em desuso. A crise da elite polÃtica preocupada com os seus conchavos geopolÃticos. A crise da receita, preocupada em compensar uma eventual perda das receitas fiscal e tributaria. A crise dos grandes pensadores estratégicos do Brasil, preocupados em como justificar a continuidade de impostos, de achaques, de aumentos, todos na contramão das ações do mundo global. A crise existencial de como continuar pagando a educação e saúde dos nossos filhos. A crise de sobrevivência dos nossos aposentados.
Crise é endêmica, desde Dom. João VI, com maior ou menor intensidade, sempre esteve presente no nosso dia-a-dia, no momento está viva e tem que ser encarada pela sociedade como uma tempestade temporal para ser combatida de forma construtiva. Todos sem exceção têm um compromisso, lutar pela sua extinção, sem oportunismos, especulação ou demagogia.
Cabe ao governo reger uma mobilização a todos os nÃveis, sem populismo, sem espÃrito de palanque eleitoral, sem oportunismos, compromissado, sem querer levar vantagens, integrado aos meios de comunicação, divulgando ações estratégias capazes de debelá-la e, acima de tudo, ressaltar a complexa tarefa de demonstrar para a sociedade o seu real compromisso.
A mesma força midiática usada para divulgá-la deve ser usada para gerar otimismo, motivação, incentivando as organizações, a sociedade no desenvolvimento de modelos de desenvolvimento sustentável, modelos que se sobreponham às crises, não só as econômicas, mas também, as energéticas, de saúde, crises de valores, de violência.
Usando a analogia do futebol, tão ao gosto do nosso ilustre presidente, precisamos entender que cair de divisão não é o fim do mundo, desde que isso sirva de lição de Benchmark. Empresas e sociedade não podem mais ser administradas com improvisos ou ações populistas. Vamos transformar a crise num ato de cidadania. O momento não poderia ser mais propÃcio para debater um novo modelo de desenvolvimento sustentável, empresas, governos e cidadãos, dispostos a contribuir, a minimizar seu impacto, mudando hábitos e criando novos paradigmas.
A crise econômica mundial, considerada a pior de todos os tempos, faz engrossar o coro generalizado dos descontentes. A sociedade reclama frente aos modelos do sistema econômico social e polÃtico, que não podem, não devem mais continuar. Não são adequados, são modelos egoÃstas, injustos, modelos com dois pesos e duas medidas, incapazes de enfrentar a maioria dos problemas sociais mais prementes da sociedade.
Torna-se necessário uma mudança, uma mudança que minimize a crescente desigualdade global de riqueza, da distribuição de poder, uma mudança coletiva, não somente de responsabilidade do governo, é hora de saber usar as múltiplas inteligências, e harmonizar os anseios da sociedade brasileira. Não temos um salvador, um Barack Obama, mas temos que acreditar que algo melhor pode estar por vir.
- Quase a metade dos empresários (46%), acredita que as medidas adotadas pelo governo brasileiro para contornar a crise são insuficientes; outros (30%) crêem que as medidas são consistentes e um terceiro grupo (24%) considera que elas privilegiam apenas alguns setores mais organizados. - Artigo extraÃdo do portal HSM On-line de pesquisa feita pelo Fórum de LÃderes Empresariais.
Não gostaria de terminar sem antes colocar uma questão a todos os que tiveram paciência para ler o meu artigo, não é futurologia, mas o que cada um de nós pode ou está fazendo? Mesmo sabendo que a grande maioria não tem poder para mudar os rumos da economia, aliás, nem somos escutados, como podemos participar usar o exercÃcio da cidadania? Como podemos ter representatividade? No mÃnimo igual a que temos quando se trata de pagar as pesadas contribuições a que estamos sujeitos.
E nós homens de comunicação? Clientes. Como podemos contribuir para igualmente minimizar os riscos reais e especulativos, que assombram as nossas atividades? Entidades de classe, agências, veÃculos, homens de comunicação, está na hora de sentar, de refletir, de fazer propostas concretas. Senhores comunicadores vamos usar o prestigio pessoal, vamos sair da mÃdia elitista, dos grandes programas de auditório, vamos convocar as grandes figuras notórias do mercado e agir, temos que pensar um pouco menos no pessoal e pensar mais no coletivo, o Brasil agradece.
Não importa se vai aparecer a figura a ou b ou c, importa que temos uma causa, por sinal justa, Temos diante de nós uma nova realidade, uma nova bandeira, um novo desafio, temos também um espaço para novas oportunidades, talvez sem louros provavelmente com grandes resultados.
Fonte:Mundo do Marketing, Edmundo de Almeida.
Todo mundo reclama dos call centeres. Muitas vezes com razão. Mas o horizonte de empresas que ainda atendem mal o consumidor pessoalmente é enorme. Restaurantes, companhias áreas, lojas de todos os tipos, cinemas, livrarias, supermercados, bancos, entre muitos outros, ainda estão longe de oferecer um atendimento satisfatório.
Não importa se a venda ou a experiência de um serviço ou bem é para a classe A, B, C, D ou E. Sempre há um problema. Até mesmo no segmento do luxo, onde o atendimento impecável e surpreendente é condição sine qua non para o sucesso. Mas é na média onde estão os principais problemas de atendimento. A grande pergunta é por quê?
Existem diversas respostas e depende de cada caso. Sendo radical, se há problemas de atendimento, está tudo errado na empresa. Se num restaurante um garçom errar, ele foi mal treinado. Se a comida demorou, faltou planejamento. É aqui onde está o centro da questão: Planejamento.
O atendimento se dá tanto na pré-venda quando no pós-venda. Logo, ele é a ponta de qualquer relacionamento com o consumidor ou cliente. Mas é uma das partes do planejamento mais negligenciada. Pensa-se em todos os Ps. Preço, praça, promoção e produto. Porém, esquecem de como entregar este produto através das pessoas. Se o atendimento é ruim, o consumidor não volta. É simples e você sabe disso.
Agora, por que insistem no mal atendimento? Falta um gerenciamento melhor do Marketing. Pouco se fala das pessoas que vendem bens e serviços quando falamos de Marketing. Elas são essenciais na venda e no relacionamento com o cliente. As empresas precisam capacitá-las e envolve-las.
Se uma empresa é incapaz de conquistar os seus funcionários, não vai conquistar o cliente. Aqui está mais um sinal de erro no planejamento. A cada dia que passa parece mais e mais que as companhias estão no piloto automático. Desenham os produtos e vendem. O atendimento fica relegado a segundo plano e acaba comprometendo todo o investimento de Marketing.
Em pleno século XXI, diante de tantas revoluções, do comércio eletrônico, falar que se o cliente não for bem atendido ele vai para a concorrência soa como algo de principiante. Mas é incrÃvel como ainda existe profissionais de marketing e donos de empresas que ainda não abriram os olhos.
Fonte:Mundo do Marketing, Bruno Mello.
Não tem jeito, qualquer pessoa que usa o iPhone pela primeira vez fica encantada com o aparelho e suas funcionalidades - GPS, Touch Screen, navegação Web, App Store, Acelerômetro. Vale fazer uma pausa aqui. As primeiras pessoas que usaram este aparelho são formadoras de opinião, das altas classes sociais e com posição de destaque no mercado de trabalho, o que muda tudo quando o assunto é investimentos em marketing.
Aqui está o “pulo do gato†para uma revolução que só está começando. Quando os profissionais do mercado publicitário - entende-se anunciantes, agências, veÃculos, incluindo do presidente ao estagiário - começam a usar o iPhone como o seu celular do dia-a-dia, todos “sentem na pele†o potencial absurdo de interatividade e branding que o aparelho permite.
Neste momento, recordo o meu inÃcio na área de Web (pré-bolha), quando querÃamos fazer websites e, em várias reuniões, recebÃamos sonoros “nãos†de diretores de marketing, que falavam que não era importante ter um site Web para a marca deles, pois ninguém iria acessar (a grande verdade é que eles não acessavam a Web e, portanto, não viam muita importância nela). Sabemos que a realidade hoje é bem diferente: não conheço nenhum anunciante que não tenha um website e não acredite no crescimento deste meio.
Mas, voltando ao iPhone, tão importante quanto o aparelho é a conexão. Aqui vale destacar o lançamento em massa das redes 3G das operadoras em 2008. Esse público classe A está acostumado a navegar em banda larga nas suas casas e escritórios e, portanto, não aguenta mais navegar na “Internet discadaâ€. Junto com a velocidade, existem os pacotes de dados, no qual o usuário paga um valor fixo e navega à vontade (nota: se você não tem um pacote de dados, não use o iPhone, a chance de você ter que vender a geladeira para pagar a conta de telefone no final do mês é grande).
Velocidade (além do 3G, não podemos esquecer da conexão WiFi), ótima experiência de navegação e mobilidade formam um tripé imbatÃvel. Tanto que os hábitos estão sendo mudados. Eu, por exemplo, quando estou em casa e preciso acessar a Internet, utilizo o iPhone em 90% dos casos. Vários outros conhecidos fazem o mesmo. É muito mais fácil do que ir até o escritório, ligar o computador, abrir o browser etc. Dá até para ficar brincando na Internet, assistindo à TV, sem ter que ficar queimando as pernas com aquele notebook pesado em cima de você.
O que falta, então, para este produto se massificar? A resposta, com certeza, é o preço, pois não podemos esquecer que moramos num PaÃs do Terceiro Mundo, ops… emergente. Atualmente, os especialistas falam em cerca de 500 mil iPhones no Brasil. Logo, logo, serão 1 milhão. Já existem, hoje, outros aparelhos similares de marcas como Samsung, G1, BlackBerry e Nokia que formam esta nova categoria, fora todos os futuros lançamentos, que tornarão a base ainda maior. E aà surge o ganho de escala, que permite uma queda drástica do preço. Veja por exemplo que, pouco tempo atrás, uma TV de LCD de 40 polegadas era quase o preço de um carro 1.0!
Mesmo com “preços altosâ€, começam a surgir curiosidades. Recentemente, vi uma pesquisa na qual um jovem pertencente à classe C/D e que não possui computador próprio havia comprado um iPhone de segunda mão (já tem gente vendendo iPhone usado por menos de R$ 500,00). Questionado sobre o motivo da escolha do iPhone, a resposta foi a seguinte: “Pra que comprar um computador?… O meu iPhone é um celular (inclusive, já fiquei com algumas meninas por causa dele), um MP3 Player e um computador com acesso à Internet grátis. É só usar o WiFi ao lado de cafés com redes abertas!â€
Não tenho dúvida que, no médio prazo, a “categoria iPhone†será uma categoria massificada, levando a reboque a explosão da Internet Móvel. No Reino Unido, por exemplo, o número de acessos à Internet por meio de dispositivos móveis cresceu 25% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo perÃodo do ano anterior. Outro estudo, realizado pelo Pew Internet & American Life Project, aponta que o celular será o principal meio de acesso à Internet em 2020.
Daqui a pouco, não ter um site móvel será o mesmo que não ter um “site tradicionalâ€. Ou você acha que um site feito para uma tela de 15 polegadas vai ficar 100% legal numa tela de 3″? Os portais de conteúdo estão se mexendo: lançaram suas versões para iPhone e já estão vendendo espaço publicitário. Para os anunciantes é muito interessante, pois, para quem ainda não sabe, as taxas de clique em banner no celular gira em torno de 5%, uma enormidade perto dos 0,1% médio do banner na Web. Em uma tela pequena, o banner é muito mais visÃvel, já que percentualmente ocupa um espaço maior que na Web!
Este é o cenário! As empresas que não estão preparadas já estão atrasadas e causam insatisfações em seus clientes. Infelizmente, ainda não consigo entrar no site do meu banco, porque o teclado virtual não funciona no iPhone. Enquanto eles não desenvolvem a solução, minha única saÃda é reclamar com o SAC, mas talvez o banco só vá se mexer quando o presidente tentar entrar no seu próprio site, pelo iPhone que ele ainda vai usar, e não conseguir.
Fonte:Mundo do Marketing, Marcelo Castelo.
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Muito tem se falado na redução de investimentos e no corte de custos diante da atual crise financeira global. Embora sejam ações próximas, é preciso entender suas diferenças e avaliar seus impactos com bastante cautela. Cortar custos deve ser interpretado apenas como o estÃmulo constante para o consumo consciente a fim de que não haja desperdÃcios. Já a redução de investimentos representa o “repensar†em algo antes muito necessário e que, agora, ainda precisa ser feito, porém com o dobro de resultados positivos.
É certo que, nos diversos setores da economia, as empresas tendem a se adaptar, gradualmente, aos impactos da crise, como já vem ocorrendo. Por outro lado, encontrar o equilÃbrio exato do que deve ser reduzido ou cortado, sem exageros, tornou-se a grande discussão.
Antes de tudo, é preciso lembrar que as decisões sobre reduções de investimentos ou cortes orçamentários esbarram inevitavelmente em pontos cruciais. Um deles é o compromisso socioambiental declarado pelas empresas à sociedade. Afinal, polÃticas e iniciativas econômicas se pautaram historicamente pela larga utilização de recursos naturais visando o aumento da produção e, por conseqüência, a elevação do consumo e do lucro.
Neste novo cenário provocado pela crise, é imprescindÃvel que as empresas focalizem as suas atividades para o desenvolvimento sustentável, que representa o meio para se alcançar a sustentabilidade, o fim do processo. Como dizem alguns especialistas, dentre os mais otimistas, um dia a crise vai terminar e o crescimento econômico será retomado. Confio nisso. Sendo realista, somente acrescento que teremos, até lá, um perÃodo bastante crÃtico com altos e baixos.
Se a empresa, hoje, tem uma real visão de futuro e mantém seu compromisso com a sociedade e com o meio ambiente, significa que está preocupada com o desenvolvimento sustentável. O caminho para a sustentabilidade passará pelos tais altos e baixos. Atitudes socialmente responsáveis, como sabemos, permeiam o pensamento de toda a organização e contemplam o relacionamento entre os diferentes nÃveis hierárquicos internos. Nesse contexto, as mesmas atitudes estão presentes no relacionamento com clientes, acionistas, fornecedores, governo e imprensa, além de outros stakeholders.
É nesse aspecto que a comunicação confirma a sua importância. Neste momento de crise financeira, uma atitude socialmente responsável é manter atualizado o diálogo com todos os públicos de relacionamento anteriormente citados. Seria questionável, assim, a redução do investimento em ações de comunicação – interna ou externa – justamente agora quando todos esses públicos mais necessitam de informações confiáveis das empresas.
As atividades que tornam as organizações competitivas em seu mercado são decorrentes da força produtiva e colaborativa das pessoas. A comunicação integra equipes e processos e percorre, portanto, todo o desenvolvimento que abre o caminho para levar as organizações à sustentabilidade. E, neste momento de crise, é fundamental que as empresas que prezam por uma conduta honesta, ética e aderente aos compromissos firmados com sua responsabilidade socioambiental e o seu desenvolvimento sustentável, mantenham esse diálogo aberto e constante com toda a sociedade.
É evidente que o investimento em comunicação, suas aplicações e impactos, tem um sentido bem mais amplo. Com a ausência de propaganda, por exemplo, aqui compreendida apenas como o esforço de comunicação das campanhas publicitárias, a própria sociedade poderia subentender que uma empresa, antes presente na mÃdia como anunciante, vem sucumbindo diante da crise. É por isso que, mesmo reduzindo seu investimento em publicidade, essa empresa deve ter claro em seu planejamento estratégico em quais canais continuará a manter a comunicação com seu público.
Reduzir o investimento em publicidade, sem saber aonde se pretende chegar, é um risco considerável à imagem da empresa e à marca. Se o objetivo é apenas cortar custos, fatalmente essa empresa estará também cortando um relacionamento que levou anos para ser construÃdo. Diante disso, a crise pede, mais que nunca, por inovação. A empresa deve inovar em seus serviços e produtos ou mesmo em processos e relacionamentos. Investimentos em pesquisas também serão bem-vindos para apoiar o trabalho das equipes que inovam. Capacitar equipes será um diferencial para as empresas socialmente responsáveis que desejam continuar a trilhar o caminho da sustentabilidade.
Nada disto ocorrerá sem uma comunicação clara, focalizada nos mais diferentes públicos de relacionamento das empresas, alinhada a um planejamento adequado e orientado para o futuro. E o mais importante de tudo: com a valorização de todas as pessoas envolvidas neste processo.
Fonte:Mundo do Marketing, Luiz Santiago.
Desde cedo o consumidor aprende que tudo o que é de graça é bem-vindo. O ditado popular diz que, se for de graça, vale até pegar ônibus errado ou levar uma injeção na testa. Para os departamentos de Marketing de diversas empresas, oferecer um produto ou serviço de graça é mais do que um agrado. É uma estratégia de fidelização.
Exemplos não faltam de empresas que investem nesta estratégia. Desde as salas VIPs em aeroportos até o estacionamento grátis em um restaurante, empresas como TAM, Land Rover, Citroën, Pantene e DPaschoal promovem serviços gratuitos para que o potencial cliente experimente um bem de consumo ou serviço e atraia novos negócios.
Oferecer produtos de graça faz com que os consumidores tenham o primeiro contato com a marca. Sem gastar dinheiro, fica mais fácil para o consumidor experimentar um serviço sem contar no impacto positivo de lembrança de marca. Independente da classe social, as estratégias de Marketing que envolvem serviços gratuitos são um diferencial competitivo para quem busca novos consumidores.
Experiência em troca de nada
Em 2008 a Land Rover desenvolveu uma ação onde os clientes da marca que chegavam ao Restaurante 3X4, em São Paulo, dirigindo um modelo da Land Rover, tinham direito a estacionamento e serviço de chofer grátis. “O foco das nossas ações de Marketing não são nos serviços gratuitos. Isso é um beneficio indireto. Apesar dos clientes da marca não buscarem serviços ou produtos grátis, eles gostam muito, tem um valorâ€, explica Luiz Tambor, Diretor de Vendas e Marketing da Land Rover em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Pantene apostou em ações gratuitas no verão para divulgar a marca. Nas praias do Rio de Janeiro a marca levou o shampoo Panten Pro-V para o público feminino experimentar. A empresa circulou com uma carreta equipada com três chuveiros e ofereceu o produto gratuitamente. “Quando um produto tem como diferencial a sua performance, é importante promover atividades que gerem experimentação, pois o consumidor tem a oportunidade de provar o produto e comprovar seu desempenhoâ€, diz Thiago Icassati, Diretor de Marketing de Coloração e Hearcare da Procter & Gamble.
Outra ação que chamou a atenção do público foi desenvolvida pela Citroën em parceria com a AGEAC (Associação de Gastronomia, Entretenimento, Arte e Cultura da Vila Madalena). O Projeto Vila Madalena VIP contou com 24 automóveis da marca para levar consumidores dos bares da região para casa após a balada sem cobrar nada. Até o fechamento desta reportagem, a Citroën não respondeu ao pedido de entrevista do site.
Retorno garantido, mas sem identidade
Medir o retorno de ações desta natureza é uma tarefa difÃcil se contar outros meios de medição que não seja a mÃdia espontânea. “Além do retorno de mÃdia e a divulgação da marca, ganhamos o reconhecimento dos nossos clientes e também dos que não são clientes da Land Rover. Não há uma medição para estas açõesâ€, avalia Tambor.
De acordo com Icassati, a forma mais eficiente para minimizar os gastos da Pantene com ações gratuitas é desenvolver a estratégia no lugar certo, na hora certa e para o público correto. “O resultado de uma ação como essa vai desde uma grande visibilidade, já que desperta curiosidade e chama a atenção do público, até uma aproximação com o consumidor que interage e experimenta o produto. Para Pantene gerar ações que levem a experimentação do produto, é fundamental, pois a retenção a marca é grandeâ€, conta o executivo ao site.
A DPaschoal também desenvolve ações gratuitas para o público ao oferecer produtos para diminuir a emissão de gases poluentes em veÃculos de passeio. A empresa desenvolveu o projeto Economia Verde nas lojas da DPaschoal e em postos de gasolina de grande circulação em São Paulo. “O Kit Verde possui um lixo para carro, tampa de válvula pneumática, medidor de desgaste dos pneus e dicas de economia para o motorista. Este material é distribuÃdo gratuitamente e o retorno é a satisfação dos clientes. Isto não é só uma ação de marketing da empresa, mas a sua filosofiaâ€, aponta o Gerente de Linha leve, automóveis de passeio e negócios da DPaschoal, Alexandre Lopes.
Fonte:Mundo do Marketing, Thiago Terra.
Embora falar de tendências no inÃcio no ano seja um tanto lugar-comum, 2009 reserva grandes crescimentos para o marketing digital e a publicidade on-line. Assim, vale a pena conhecer e analisar as previsões para esse ano que está começando.
Primeiramente, se olharmos para o último ano, vemos na internet um ambiente onde 27% da população brasileira está presente, mas com ainda muito espaço para ser explorado. De acordo com o Ibope/NetRatings, no final de 2008 o Brasil tinha quase 50 milhões de pessoas com acesso a internet.
Em 2009, com a crise financeira, será mandatório para os anunciantes buscarem a maior eficiência. Assim, serão beneficiadas as mÃdias que oferecem métricas reais e a verdadeira mensuração do resultado, permitindo que os anunciantes tenham retorno imediato do desempenho de suas campanhas. Tudo isso é oferecido pela internet, se tornando assim o meio mais indicado para os investimentos em tempos de crise. Diversas empresas estão estudando o aumento dos investimentos reservado para esta mÃdia ou até mesmo migrando parte de suas verbas para o on-line.
Sobre os usuários e seus hábitos, a Deloitte realizou uma pesquisa na qual ouviu mais de dois mil norte-americanos, que mostra como a internet está ganhando força. O estudo revelou que seis em cada dez americanos gostariam de fazer downloads e assistir conteúdos on-line em suas televisões; que aproximadamente 59% ouvem música on-line e 52% assistem a vÃdeos pela internet.
Outro ponto que merece grande atenção para 2009 será o desenvolvimento do uso da internet nos celulares. Segundo um estudo da Comscore, entre 2007 e 2008, o número de usuários da web através de celulares aumentou 68% nos EUA e 38% na Europa. No Brasil, muitos já utilizam esse serviço, mas esse ano, através do 3G, dos aparelhos de navegação mais simples e de maior instrução, haverá uma popularização muito maior, aumentando consideravelmente o número de internautas que utilizam o celular para acessar a rede.
Por isso, a cada ano se concretiza a importância de integrar a internet na estratégia de Marketing. Através desse panorama podemos confirmar que em 2009 aumentar os investimentos no meio digital é necessário para a obtenção de resultados. Diversos segmentos já indicaram maior investimento em on-line para esse ano – montadoras, construtoras, entre outros – alegando que necessitam de mais eficiência no resultado das campanhas e querem atingir os consumidores no momento em que estão prontos para a compra.
Fonte:Mundo do Marketing, Priscila Simões.
O crescimento das marcas próprias bateu novo recorde no Brasil. Em 2008, o número de lançamentos de produtos identificados com a bandeira de uma rede de varejo foi de 31%, de acordo com a Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias. Esse placar favorável já vem ocorrendo há alguns anos e indica que o Brasil começa a se alinhar ao que acontece com o setor em escala mundial.
Nos Estados Unidos, por exemplo, 41% dos consumidores compram com freqüência algum produto private label (também chamado store brand), movimentando anualmente US$ 65 bilhões. Na Europa, um em cada três itens vendidos nas lojas é de marca própria, sendo que a sua participação de mercado em relação à s marcas nacionais em paÃses como Reino Unido, Bélgica e Alemanha chega a 40%.
Este fenômeno reflete na verdade duas grandes tendências. A primeira é a consolidação do ponto-de-venda como influenciador das decisões e do comportamento de compra dos consumidores. Comprova que, cada vez mais, o que é feito pelo varejista dentro e fora da loja no sentido de entender e atender às necessidades de seus clientes (os shoppers) terá impacto direto no desempenho de vendas.
A segunda tendência, e a mais importante no contexto deste artigo, é de que o varejo brasileiro está tomando consciência de que marca própria não é apenas uma oportunidade e sim uma estratégia de negócio essencial para inovar, criar novos diferenciais e aumentar o Ãndice de fidelidade dos consumidores. Neste aspecto, uma das maiores vantagens da marca própria é a de atuar nos “4 Ps†do marketing. Alguns exemplos:
:: Produto: por meio de suas marcas, o varejo passa a ter controle no desenvolvimento de itens premium ou de custo-benefÃcio, diferenciados e exclusivos em relação à embalagem, sabores e versões.
:: Preço: a marca própria pode ser usada como referência para combater a concorrência ou, ao contrário, garantir as margens que as marcas dos fabricantes não conseguem oferecer.
:: Promoção: o produto de marca própria passa a ser um dos pontos de contato com o cliente mais importantes, pois, além de comprar, o cliente vai literalmente consumir a marca do varejista. O nÃvel de satisfação desta experiência, portanto, deve estar de acordo com a imagem e as mensagens que o varejo transmite.
:: Ponto-de-Venda: o varejista pode desenvolver produtos de marca própria para atender necessidades do consumidor de uma determinada região, com caracterÃsticas, preço e promoção especÃficos.
Uma das empresas que melhor explora o conceito em todo o seu potencial é a rede de supermercados Sainsbury’s, do Reino Unido. A empresa soube como ninguém desenvolver uma estratégia de marca própria para consolidar a imagem da rede por meio de produtos e serviços inovadores. O último exemplo foi o lançamento da linha Sainsbury’s Taste The Difference, composta por 500 itens de alimentos livres de gordura hidrogenada e sabores artificiais. Os produtos foram calorosamente recebidos pelos consumidores e as vendas aumentaram em 20%.
Já a Tesco explora a store brand para criar envolvimento com os consumidores. A empresa patrocina um programa de reality show na TV inglesa em que cozinheiros amadores competem para produzir o melhor prato. Todos os ingredientes, é claro, são da marca própria Tesco. Na França, a Auchan lançou a marca Baby Auchan de produtos infantis de olho no público composto pelos pais de primeira viagem, que comprovadamente gastam mais em suas compras por causa dos filhos. Nos EUA, a maior rede de varejo do mundo, o Wal-Mart, contratou uma premiada agência de design para criar embalagens diferenciadas e aumentar o valor agregado de vários segmentos de produtos de sua marca própria.
A valorização das private labels por parte do varejo não é um tiro no pé dos fabricantes, como julgam muitos crÃticos. Pelo contrário, é uma oportunidade para os fornecedores aumentarem a sua participação no mercado, conhecer mais sobre as necessidades dos consumidores e aprofundar o relacionamento com os clientes do varejo, por meio da pesquisa e desenvolvimento de produtos em conjunto. Um desafio atual do varejo e que depende da parceria com os fornecedores é em relação à sustentabilidade, ou seja, o de desenvolver produtos que, além de diferenciados, estejam alinhados com o comprometimento das empresas em relação à preservação do meio ambiente e à responsabilidade social.
Em vez de ameaça à s marcas dos fabricantes, principalmente as nacionais, o crescimento das marcas próprias deve ser visto como um estÃmulo para os fornecedores inovarem de verdade, criando novos conceitos para suas marcas e investindo, sobretudo, em diferenciais intangÃveis, como a capacidade de se identificar e se relacionar de acordo com as preferências, hábitos e atitudes de seu público-alvo.
Seja por uma marca própria ou pela marca nacional de um grande fabricante, o grande beneficiado de toda essa revolução é o consumidor.
Fonte:Mundo do Marketing, Silvio Tanabe.
Em tempos de crise econômica, as empresas buscam exemplos de superação e de criatividade para aplicar em seu dia-a-dia a fim de minimizar o impacto em seu lucro. Depois de conceder entrevista ao Mundo do Marketing há quase três anos, David Portes volta a falar sobre Marketing e do crescimento de sua banca de doces que deu origem a um restaurante e uma cafeteria no Rio de Janeiro.
Se em 2006 Portes tirava onda com um carro avaliado em R$ 200 mil, hoje o ex-camelô desfila pelas ruas da cidade de BMW ou com um moderno Land Rover e já fala em abrir franquias de sua cafeteria em todo o paÃs. Com dois livros lançados, David Portes é palestrante profissional sobre Marketing e prepara o caderno para começar a cursar faculdade de Administração e Marketing em Portugal.
Sem medo da crise econômica mundial, o empresário lembra das dificuldades que passava ao morar em sua banca de doces e aproveita para indicar o caminho do sucesso. De acordo com Portes, é nos momentos mais difÃceis que descobrimos as melhores saÃdas.
Oportunidade com a crise
David Portes lançou dois volumes de seu livro, mas não atingiu o número de exemplares vendidos que gostaria. Com aproximadamente 28 mil cópias comercializadas, ele acredita que este é momento ideal para investir na divulgação dos tÃtulos por causa do momento em que o paÃs atravessa. “Se eu divulgar como as palestras, será muito bem aceito pelo público principalmente por causa da criseâ€, diz David Portes em entrevista ao Mundo do Marketing.
O empresário acredita que são nestes momentos que os brasileiros levam vantagem por ser um povo criativo e que basta olhar para a palavra “crise†que é possÃvel achar a solução. “Se tirarmos o ‘s’ da palavra forma-se uma outraâ€, ressalta o ex-camelô.
No Brasil, Portes sabe que o Marketing está no caminho certo, mas que é preciso manter a clareza na comunicação com o público. “O Marketing está dando bons resultados quando feito com transparência, propósito e objetivo. No Brasil, a empresa que se preza não fica sem Marketingâ€, acredita.
Lojas abrem mercado de franquias
A Banca do David cresceu, apareceu e já está em processo de abertura de franquia. Não da banca em si, mas da Banca do David Café, uma cafeteria desenvolvida em moldes italianos que já está registrada na Associação Brasileira de Franchising. “Estou esperando apenas a crise passar para começar a abrir as franquiasâ€, diz Portes ao site.
Além da cafeteria, o empreendedor David Portes também criou um restaurante com capacidade para 300 pessoas no centro do Rio de Janeiro. O Banca do David Grill conta com serviços de call center e de entrega, sem contar o site www.bancadodavid.com.br, que oferece todas as informações sobre a história do empresário. “Hoje tenho 34 funcionários diretos e a banca passou a ser apenas um point porque tive que dividi-la em dois por conta de uma decisão da prefeituraâ€, conta o executivo.
O sucesso dos serviços de call center e delivery oferecidos na Banca do David fez com que o ex-camelô implantasse o sistema também nas lojas. “Quanto mais honestidade, responsabilidade e bom atendimento, maior a quantidade de pedidos e, assim, cresce o número de funcionários. São três para entregar na região próxima ao restaurante e um que fica na bancaâ€, ensina.
Criatividade, banco de dados e pesquisa
Quanto à crise que toma conta do planeta, Portes não vê grandes dificuldades pela frente. “O Brasil cresceu e se estruturou muito bem e acredito que terá uma pequena onda de desemprego, mas nada alarmante. Temos que ter atitude e fazer as coisas acontecerem e não esperarmos para investir no futuro porque assim não aproveitaremos os ensinamentos que uma crise pode oferecerâ€, aponta.
Assim como nos tempos de camelô, o empresário investe em um banco de dados baseado em promoções com cupons para cadastrar clientes e, de acordo com ele, está é uma ferramenta importante para saber o perfil do consumidor. “Na banca tivemos que parar por causa da prefeitura, enquanto não renovamos a autorização. Já no restaurante oferecemos cartão de fidelidade e promoções como uma viagem para um hotel na montanhaâ€, diz.
Além do banco de dados, o empresário sabe da importância de realizar constantes pesquisas de mercado. “Sempre fazemos para saber o que o cliente quer de produto, promoção, tendências, entre outros. São dados corretos para que possamos fazer as estratégias de Marketing com base no que o consumidor nos falouâ€, afirma.
Novos rumos
Prestes a entrar em uma sala de faculdade, Portes já passou por paÃses como EUA, Chile, Argentina e Angola dando palestras sobre sua história de vida. O ex-camelô inicia este ano o curso de Administração e Marketing em uma universidade de Portugal e entende que o momento não poderia ser melhor. “O Marketing está cada vez mais infiltrado nas empresas e quem não se juntar estará na mesmice e ficará para trás†avalia.
Segundo David Portes, trabalhar a imagem de uma marca é algo que a humanidade tem feito há cerca de dois mil anos. “Basta pensar em Jesus Cristo, que até hoje é lembrado pelo povo. Quem é visto também é notado e o Marketing é simples desde que feito com criatividade, transparência e honestidade. Caso contrário funciona como uma gota de veneno em balde de água, ou seja, contamina tudoâ€, completa.
Fonte:Mundo do Marketing, Thiago Terra.