Fev 02

Todo mundo reclama dos call centeres. Muitas vezes com razão. Mas o horizonte de empresas que ainda atendem mal o consumidor pessoalmente é enorme. Restaurantes, companhias áreas, lojas de todos os tipos, cinemas, livrarias, supermercados, bancos, entre muitos outros, ainda estão longe de oferecer um atendimento satisfatório.

Não importa se a venda ou a experiência de um serviço ou bem é para a classe A, B, C, D ou E. Sempre há um problema. Até mesmo no segmento do luxo, onde o atendimento impecável e surpreendente é condição sine qua non para o sucesso. Mas é na média onde estão os principais problemas de atendimento. A grande pergunta é por quê?

Existem diversas respostas e depende de cada caso. Sendo radical, se há problemas de atendimento, está tudo errado na empresa. Se num restaurante um garçom errar, ele foi mal treinado. Se a comida demorou, faltou planejamento. É aqui onde está o centro da questão: Planejamento.

O atendimento se dá tanto na pré-venda quando no pós-venda. Logo, ele é a ponta de qualquer relacionamento com o consumidor ou cliente. Mas é uma das partes do planejamento mais negligenciada. Pensa-se em todos os Ps. Preço, praça, promoção e produto. Porém, esquecem de como entregar este produto através das pessoas. Se o atendimento é ruim, o consumidor não volta. É simples e você sabe disso.

Agora, por que insistem no mal atendimento? Falta um gerenciamento melhor do Marketing. Pouco se fala das pessoas que vendem bens e serviços quando falamos de Marketing. Elas são essenciais na venda e no relacionamento com o cliente. As empresas precisam capacitá-las e envolve-las.

Se uma empresa é incapaz de conquistar os seus funcionários, não vai conquistar o cliente. Aqui está mais um sinal de erro no planejamento. A cada dia que passa parece mais e mais que as companhias estão no piloto automático. Desenham os produtos e vendem. O atendimento fica relegado a segundo plano e acaba comprometendo todo o investimento de Marketing.

Em pleno século XXI, diante de tantas revoluções, do comércio eletrônico, falar que se o cliente não for bem atendido ele vai para a concorrência soa como algo de principiante. Mas é incrível como ainda existe profissionais de marketing e donos de empresas que ainda não abriram os olhos.

Fonte:Mundo do Marketing, Bruno Mello.

written by roger

Jan 29

Não tem jeito, qualquer pessoa que usa o iPhone pela primeira vez fica encantada com o aparelho e suas funcionalidades - GPS, Touch Screen, navegação Web, App Store, Acelerômetro. Vale fazer uma pausa aqui. As primeiras pessoas que usaram este aparelho são formadoras de opinião, das altas classes sociais e com posição de destaque no mercado de trabalho, o que muda tudo quando o assunto é investimentos em marketing.

Aqui está o “pulo do gato†para uma revolução que só está começando. Quando os profissionais do mercado publicitário - entende-se anunciantes, agências, veículos, incluindo do presidente ao estagiário - começam a usar o iPhone como o seu celular do dia-a-dia, todos “sentem na pele†o potencial absurdo de interatividade e branding que o aparelho permite.

Neste momento, recordo o meu início na área de Web (pré-bolha), quando queríamos fazer websites e, em várias reuniões, recebíamos sonoros “nãos†de diretores de marketing, que falavam que não era importante ter um site Web para a marca deles, pois ninguém iria acessar (a grande verdade é que eles não acessavam a Web e, portanto, não viam muita importância nela). Sabemos que a realidade hoje é bem diferente: não conheço nenhum anunciante que não tenha um website e não acredite no crescimento deste meio.

Mas, voltando ao iPhone, tão importante quanto o aparelho é a conexão. Aqui vale destacar o lançamento em massa das redes 3G das operadoras em 2008. Esse público classe A está acostumado a navegar em banda larga nas suas casas e escritórios e, portanto, não aguenta mais navegar na “Internet discadaâ€. Junto com a velocidade, existem os pacotes de dados, no qual o usuário paga um valor fixo e navega à vontade (nota: se você não tem um pacote de dados, não use o iPhone, a chance de você ter que vender a geladeira para pagar a conta de telefone no final do mês é grande).

Velocidade (além do 3G, não podemos esquecer da conexão WiFi), ótima experiência de navegação e mobilidade formam um tripé imbatível. Tanto que os hábitos estão sendo mudados. Eu, por exemplo, quando estou em casa e preciso acessar a Internet, utilizo o iPhone em 90% dos casos. Vários outros conhecidos fazem o mesmo. É muito mais fácil do que ir até o escritório, ligar o computador, abrir o browser etc. Dá até para ficar brincando na Internet, assistindo à TV, sem ter que ficar queimando as pernas com aquele notebook pesado em cima de você.

O que falta, então, para este produto se massificar? A resposta, com certeza, é o preço, pois não podemos esquecer que moramos num País do Terceiro Mundo, ops… emergente. Atualmente, os especialistas falam em cerca de 500 mil iPhones no Brasil. Logo, logo, serão 1 milhão. Já existem, hoje, outros aparelhos similares de marcas como Samsung, G1, BlackBerry e Nokia que formam esta nova categoria, fora todos os futuros lançamentos, que tornarão a base ainda maior. E aí surge o ganho de escala, que permite uma queda drástica do preço. Veja por exemplo que, pouco tempo atrás, uma TV de LCD de 40 polegadas era quase o preço de um carro 1.0!

Mesmo com “preços altosâ€, começam a surgir curiosidades. Recentemente, vi uma pesquisa na qual um jovem pertencente à classe C/D e que não possui computador próprio havia comprado um iPhone de segunda mão (já tem gente vendendo iPhone usado por menos de R$ 500,00). Questionado sobre o motivo da escolha do iPhone, a resposta foi a seguinte: “Pra que comprar um computador?… O meu iPhone é um celular (inclusive, já fiquei com algumas meninas por causa dele), um MP3 Player e um computador com acesso à Internet grátis. É só usar o WiFi ao lado de cafés com redes abertas!â€

Não tenho dúvida que, no médio prazo, a “categoria iPhone†será uma categoria massificada, levando a reboque a explosão da Internet Móvel. No Reino Unido, por exemplo, o número de acessos à Internet por meio de dispositivos móveis cresceu 25% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano anterior. Outro estudo, realizado pelo Pew Internet & American Life Project, aponta que o celular será o principal meio de acesso à Internet em 2020.

Daqui a pouco, não ter um site móvel será o mesmo que não ter um “site tradicionalâ€. Ou você acha que um site feito para uma tela de 15 polegadas vai ficar 100% legal numa tela de 3″? Os portais de conteúdo estão se mexendo: lançaram suas versões para iPhone e já estão vendendo espaço publicitário. Para os anunciantes é muito interessante, pois, para quem ainda não sabe, as taxas de clique em banner no celular gira em torno de 5%, uma enormidade perto dos 0,1% médio do banner na Web. Em uma tela pequena, o banner é muito mais visível, já que percentualmente ocupa um espaço maior que na Web!

Este é o cenário! As empresas que não estão preparadas já estão atrasadas e causam insatisfações em seus clientes. Infelizmente, ainda não consigo entrar no site do meu banco, porque o teclado virtual não funciona no iPhone. Enquanto eles não desenvolvem a solução, minha única saída é reclamar com o SAC, mas talvez o banco só vá se mexer quando o presidente tentar entrar no seu próprio site, pelo iPhone que ele ainda vai usar, e não conseguir.

Fonte:Mundo do Marketing, Marcelo Castelo.

written by roger

Jan 23

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written by roger

Jan 22

Muito tem se falado na redução de investimentos e no corte de custos diante da atual crise financeira global. Embora sejam ações próximas, é preciso entender suas diferenças e avaliar seus impactos com bastante cautela. Cortar custos deve ser interpretado apenas como o estímulo constante para o consumo consciente a fim de que não haja desperdícios. Já a redução de investimentos representa o “repensar†em algo antes muito necessário e que, agora, ainda precisa ser feito, porém com o dobro de resultados positivos.

É certo que, nos diversos setores da economia, as empresas tendem a se adaptar, gradualmente, aos impactos da crise, como já vem ocorrendo. Por outro lado, encontrar o equilíbrio exato do que deve ser reduzido ou cortado, sem exageros, tornou-se a grande discussão.

Antes de tudo, é preciso lembrar que as decisões sobre reduções de investimentos ou cortes orçamentários esbarram inevitavelmente em pontos cruciais. Um deles é o compromisso socioambiental declarado pelas empresas à sociedade. Afinal, políticas e iniciativas econômicas se pautaram historicamente pela larga utilização de recursos naturais visando o aumento da produção e, por conseqüência, a elevação do consumo e do lucro.

Neste novo cenário provocado pela crise, é imprescindível que as empresas focalizem as suas atividades para o desenvolvimento sustentável, que representa o meio para se alcançar a sustentabilidade, o fim do processo. Como dizem alguns especialistas, dentre os mais otimistas, um dia a crise vai terminar e o crescimento econômico será retomado. Confio nisso. Sendo realista, somente acrescento que teremos, até lá, um período bastante crítico com altos e baixos.

Se a empresa, hoje, tem uma real visão de futuro e mantém seu compromisso com a sociedade e com o meio ambiente, significa que está preocupada com o desenvolvimento sustentável. O caminho para a sustentabilidade passará pelos tais altos e baixos. Atitudes socialmente responsáveis, como sabemos, permeiam o pensamento de toda a organização e contemplam o relacionamento entre os diferentes níveis hierárquicos internos. Nesse contexto, as mesmas atitudes estão presentes no relacionamento com clientes, acionistas, fornecedores, governo e imprensa, além de outros stakeholders.

É nesse aspecto que a comunicação confirma a sua importância. Neste momento de crise financeira, uma atitude socialmente responsável é manter atualizado o diálogo com todos os públicos de relacionamento anteriormente citados. Seria questionável, assim, a redução do investimento em ações de comunicação – interna ou externa – justamente agora quando todos esses públicos mais necessitam de informações confiáveis das empresas.

As atividades que tornam as organizações competitivas em seu mercado são decorrentes da força produtiva e colaborativa das pessoas. A comunicação integra equipes e processos e percorre, portanto, todo o desenvolvimento que abre o caminho para levar as organizações à sustentabilidade. E, neste momento de crise, é fundamental que as empresas que prezam por uma conduta honesta, ética e aderente aos compromissos firmados com sua responsabilidade socioambiental e o seu desenvolvimento sustentável, mantenham esse diálogo aberto e constante com toda a sociedade.

É evidente que o investimento em comunicação, suas aplicações e impactos, tem um sentido bem mais amplo. Com a ausência de propaganda, por exemplo, aqui compreendida apenas como o esforço de comunicação das campanhas publicitárias, a própria sociedade poderia subentender que uma empresa, antes presente na mídia como anunciante, vem sucumbindo diante da crise. É por isso que, mesmo reduzindo seu investimento em publicidade, essa empresa deve ter claro em seu planejamento estratégico em quais canais continuará a manter a comunicação com seu público.

Reduzir o investimento em publicidade, sem saber aonde se pretende chegar, é um risco considerável à imagem da empresa e à marca. Se o objetivo é apenas cortar custos, fatalmente essa empresa estará também cortando um relacionamento que levou anos para ser construído. Diante disso, a crise pede, mais que nunca, por inovação. A empresa deve inovar em seus serviços e produtos ou mesmo em processos e relacionamentos. Investimentos em pesquisas também serão bem-vindos para apoiar o trabalho das equipes que inovam. Capacitar equipes será um diferencial para as empresas socialmente responsáveis que desejam continuar a trilhar o caminho da sustentabilidade.

Nada disto ocorrerá sem uma comunicação clara, focalizada nos mais diferentes públicos de relacionamento das empresas, alinhada a um planejamento adequado e orientado para o futuro. E o mais importante de tudo: com a valorização de todas as pessoas envolvidas neste processo.

Fonte:Mundo do Marketing, Luiz Santiago.

written by roger

Jan 21

Desde cedo o consumidor aprende que tudo o que é de graça é bem-vindo. O ditado popular diz que, se for de graça, vale até pegar ônibus errado ou levar uma injeção na testa. Para os departamentos de Marketing de diversas empresas, oferecer um produto ou serviço de graça é mais do que um agrado. É uma estratégia de fidelização.

Exemplos não faltam de empresas que investem nesta estratégia. Desde as salas VIPs em aeroportos até o estacionamento grátis em um restaurante, empresas como TAM, Land Rover, Citroën, Pantene e DPaschoal promovem serviços gratuitos para que o potencial cliente experimente um bem de consumo ou serviço e atraia novos negócios.

Oferecer produtos de graça faz com que os consumidores tenham o primeiro contato com a marca. Sem gastar dinheiro, fica mais fácil para o consumidor experimentar um serviço sem contar no impacto positivo de lembrança de marca. Independente da classe social, as estratégias de Marketing que envolvem serviços gratuitos são um diferencial competitivo para quem busca novos consumidores.

Experiência em troca de nada
Em 2008 a Land Rover desenvolveu uma ação onde os clientes da marca que chegavam ao Restaurante 3X4, em São Paulo, dirigindo um modelo da Land Rover, tinham direito a estacionamento e serviço de chofer grátis. “O foco das nossas ações de Marketing não são nos serviços gratuitos. Isso é um beneficio indireto. Apesar dos clientes da marca não buscarem serviços ou produtos grátis, eles gostam muito, tem um valorâ€, explica Luiz Tambor, Diretor de Vendas e Marketing da Land Rover em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Pantene apostou em ações gratuitas no verão para divulgar a marca. Nas praias do Rio de Janeiro a marca levou o shampoo Panten Pro-V para o público feminino experimentar. A empresa circulou com uma carreta equipada com três chuveiros e ofereceu o produto gratuitamente. “Quando um produto tem como diferencial a sua performance, é importante promover atividades que gerem experimentação, pois o consumidor tem a oportunidade de provar o produto e comprovar seu desempenhoâ€, diz Thiago Icassati, Diretor  de Marketing de Coloração e Hearcare da Procter & Gamble.

Outra ação que chamou a atenção do público foi desenvolvida pela Citroën em parceria com a AGEAC (Associação de Gastronomia, Entretenimento, Arte e Cultura da Vila Madalena). O Projeto Vila Madalena VIP contou com 24 automóveis da marca para levar consumidores dos bares da região para casa após a balada sem cobrar nada. Até o fechamento desta reportagem, a Citroën não respondeu ao pedido de entrevista do site.

Retorno garantido, mas sem identidade
Medir o retorno de ações desta natureza é uma tarefa difícil se contar outros meios de medição que não seja a mídia espontânea. “Além do retorno de mídia e a divulgação da marca, ganhamos o reconhecimento dos nossos clientes e também dos que não são clientes da Land Rover. Não há uma medição para estas açõesâ€, avalia Tambor.

De acordo com Icassati, a forma mais eficiente para minimizar os gastos da Pantene com ações gratuitas é desenvolver a estratégia no lugar certo, na hora certa e para o público correto. “O resultado de uma ação como essa vai desde uma grande visibilidade, já que desperta curiosidade e chama a atenção do público, até uma aproximação com o consumidor que interage e experimenta o produto. Para Pantene gerar ações que levem a experimentação do produto, é fundamental, pois a retenção a marca é grandeâ€, conta o executivo ao site.

A DPaschoal também desenvolve ações gratuitas para o público ao oferecer produtos para diminuir a emissão de gases poluentes em veículos de passeio. A empresa desenvolveu o projeto Economia Verde nas lojas da DPaschoal e em postos de gasolina de grande circulação em São Paulo. “O Kit Verde possui um lixo para carro, tampa de válvula pneumática, medidor de desgaste dos pneus e dicas de economia para o motorista. Este material é distribuído gratuitamente e o retorno é a satisfação dos clientes. Isto não é só uma ação de marketing da empresa, mas a sua filosofiaâ€, aponta o Gerente de Linha leve, automóveis de passeio e negócios da DPaschoal, Alexandre Lopes.

Fonte:Mundo do Marketing, Thiago Terra.

written by roger

Jan 20

Embora falar de tendências no início no ano seja um tanto lugar-comum, 2009 reserva grandes crescimentos para o marketing digital e a publicidade on-line. Assim, vale a pena conhecer e analisar as previsões para esse ano que está começando.

Primeiramente, se olharmos para o último ano, vemos na internet um ambiente onde 27% da população brasileira está presente, mas com ainda muito espaço para ser explorado. De acordo com o Ibope/NetRatings, no final de 2008 o Brasil tinha quase 50 milhões de pessoas com acesso a internet.

Em 2009, com a crise financeira, será mandatório para os anunciantes buscarem a maior eficiência. Assim, serão beneficiadas as mídias que oferecem métricas reais e a verdadeira mensuração do resultado, permitindo que os anunciantes tenham retorno imediato do desempenho de suas campanhas. Tudo isso é oferecido pela internet, se tornando assim o meio mais indicado para os investimentos em tempos de crise. Diversas empresas estão estudando o aumento dos investimentos reservado para esta mídia ou até mesmo migrando parte de suas verbas para o on-line.

Sobre os usuários e seus hábitos, a Deloitte realizou uma pesquisa na qual ouviu mais de dois mil norte-americanos, que mostra como a internet está ganhando força. O estudo revelou que seis em cada dez americanos gostariam de fazer downloads e assistir conteúdos on-line em suas televisões; que aproximadamente 59% ouvem música on-line e 52% assistem a vídeos pela internet.

Outro ponto que merece grande atenção para 2009 será o desenvolvimento do uso da internet nos celulares. Segundo um estudo da Comscore, entre 2007 e 2008, o número de usuários da web através de celulares aumentou 68% nos EUA e 38% na Europa. No Brasil, muitos já utilizam esse serviço, mas esse ano, através do 3G, dos aparelhos de navegação mais simples e de maior instrução, haverá uma popularização muito maior, aumentando consideravelmente o número de internautas que utilizam o celular para acessar a rede.

Por isso, a cada ano se concretiza a importância de integrar a internet na estratégia de Marketing. Através desse panorama podemos confirmar que em 2009 aumentar os investimentos no meio digital é necessário para a obtenção de resultados. Diversos segmentos já indicaram maior investimento em on-line para esse ano – montadoras, construtoras, entre outros – alegando que necessitam de mais eficiência no resultado das campanhas e querem atingir os consumidores no momento em que estão prontos para a compra.

Fonte:Mundo do Marketing, Priscila Simões.

written by roger

Jan 19

O crescimento das marcas próprias bateu novo recorde no Brasil. Em 2008, o número de lançamentos de produtos identificados com a bandeira de uma rede de varejo foi de 31%, de acordo com a Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias. Esse placar favorável já vem ocorrendo há alguns anos e indica que o Brasil começa a se alinhar ao que acontece com o setor em escala mundial.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 41% dos consumidores compram com freqüência algum produto private label (também chamado store brand), movimentando anualmente US$ 65 bilhões. Na Europa, um em cada três itens vendidos nas lojas é de marca própria, sendo que a sua participação de mercado em relação às marcas nacionais em países como Reino Unido, Bélgica e Alemanha chega a 40%.

Este fenômeno reflete na verdade duas grandes tendências. A primeira é a consolidação do ponto-de-venda como influenciador das decisões e do comportamento de compra dos consumidores. Comprova que, cada vez mais, o que é feito pelo varejista dentro e fora da loja no sentido de entender e atender às necessidades de seus clientes (os shoppers) terá impacto direto no desempenho de vendas.

A segunda tendência, e a mais importante no contexto deste artigo, é de que o varejo brasileiro está tomando consciência de que marca própria não é apenas uma oportunidade e sim uma estratégia de negócio essencial para inovar, criar novos diferenciais e aumentar o índice de fidelidade dos consumidores. Neste aspecto, uma das maiores vantagens da marca própria é a de atuar nos “4 Ps†do marketing. Alguns exemplos:
:: Produto: por meio de suas marcas, o varejo passa a ter controle no desenvolvimento de itens premium ou de custo-benefício, diferenciados e exclusivos em relação à embalagem, sabores e versões.
:: Preço: a marca própria pode ser usada como referência para combater a concorrência ou, ao contrário, garantir as margens que as marcas dos fabricantes não conseguem oferecer.
:: Promoção: o produto de marca própria passa a ser um dos pontos de contato com o cliente mais importantes, pois, além de comprar, o cliente vai literalmente consumir a marca do varejista. O nível de satisfação desta experiência, portanto, deve estar de acordo com a imagem e as mensagens que o varejo transmite.
:: Ponto-de-Venda: o varejista pode desenvolver produtos de marca própria para atender necessidades do consumidor de uma determinada região, com características, preço e promoção específicos.

Uma das empresas que melhor explora o conceito em todo o seu potencial é a rede de supermercados Sainsbury’s, do Reino Unido. A empresa soube como ninguém desenvolver uma estratégia de marca própria para consolidar a imagem da rede por meio de produtos e serviços inovadores. O último exemplo foi o lançamento da linha Sainsbury’s Taste The Difference, composta por 500 itens de alimentos livres de gordura hidrogenada e sabores artificiais. Os produtos foram calorosamente recebidos pelos consumidores e as vendas aumentaram em 20%.

Já a Tesco explora a store brand para criar envolvimento com os consumidores. A empresa patrocina um programa de reality show na TV inglesa em que cozinheiros amadores competem para produzir o melhor prato. Todos os ingredientes, é claro, são da marca própria Tesco. Na França, a Auchan lançou a marca Baby Auchan de produtos infantis de olho no público composto pelos pais de primeira viagem, que comprovadamente gastam mais em suas compras por causa dos filhos. Nos EUA, a maior rede de varejo do mundo, o Wal-Mart, contratou uma premiada agência de design para criar embalagens diferenciadas e aumentar o valor agregado de vários segmentos de produtos de sua marca própria.

A valorização das private labels por parte do varejo não é um tiro no pé dos fabricantes, como julgam muitos críticos. Pelo contrário, é uma oportunidade para os fornecedores aumentarem a sua participação no mercado, conhecer mais sobre as necessidades dos consumidores e aprofundar o relacionamento com os clientes do varejo, por meio da pesquisa e desenvolvimento de produtos em conjunto. Um desafio atual do varejo e que depende da parceria com os fornecedores é em relação à sustentabilidade, ou seja, o de desenvolver produtos que, além de diferenciados, estejam alinhados com o comprometimento das empresas em relação à preservação do meio ambiente e à responsabilidade social.

Em vez de ameaça às marcas dos fabricantes, principalmente as nacionais, o crescimento das marcas próprias deve ser visto como um estímulo para os fornecedores inovarem de verdade, criando novos conceitos para suas marcas e investindo, sobretudo, em diferenciais intangíveis, como a capacidade de se identificar e se relacionar de acordo com as preferências, hábitos e atitudes de seu público-alvo.

Seja por uma marca própria ou pela marca nacional de um grande fabricante, o grande beneficiado de toda essa revolução é o consumidor.

Fonte:Mundo do Marketing, Silvio Tanabe.

written by roger

Jan 15

Em tempos de crise econômica, as empresas buscam exemplos de superação e de criatividade para aplicar em seu dia-a-dia a fim de minimizar o impacto em seu lucro. Depois de conceder entrevista ao Mundo do Marketing há quase três anos, David Portes volta a falar sobre Marketing e do crescimento de sua banca de doces que deu origem a um restaurante e uma cafeteria no Rio de Janeiro.

Se em 2006 Portes tirava onda com um carro avaliado em R$ 200 mil, hoje o ex-camelô desfila pelas ruas da cidade de BMW ou com um moderno Land Rover e já fala em abrir franquias de sua cafeteria em todo o país. Com dois livros lançados, David Portes é palestrante profissional sobre Marketing e prepara o caderno para começar a cursar faculdade de Administração e Marketing em Portugal.

Sem medo da crise econômica mundial, o empresário lembra das dificuldades que passava ao morar em sua banca de doces e aproveita para indicar o caminho do sucesso. De acordo com Portes, é nos momentos mais difíceis que descobrimos as melhores saídas.

Oportunidade com a crise
David Portes lançou dois volumes de seu livro, mas não atingiu o número de exemplares vendidos que gostaria. Com aproximadamente 28 mil cópias comercializadas, ele acredita que este é momento ideal para investir na divulgação dos títulos por causa do momento em que o país atravessa. “Se eu divulgar como as palestras, será muito bem aceito pelo público principalmente por causa da criseâ€, diz David Portes em entrevista ao Mundo do Marketing.

O empresário acredita que são nestes momentos que os brasileiros levam vantagem por ser um povo criativo e que basta olhar para a palavra “crise†que é possível achar a solução. “Se tirarmos o ‘s’ da palavra forma-se uma outraâ€, ressalta o ex-camelô.

No Brasil, Portes sabe que o Marketing está no caminho certo, mas que é preciso manter a clareza na comunicação com o público. “O Marketing está dando bons resultados quando feito com transparência, propósito e objetivo. No Brasil, a empresa que se preza não fica sem Marketingâ€, acredita.

Lojas abrem mercado de franquias
A Banca do David cresceu, apareceu e já está em processo de abertura de franquia. Não da banca em si, mas da Banca do David Café, uma cafeteria desenvolvida em moldes italianos que já está registrada na Associação Brasileira de Franchising. “Estou esperando apenas a crise passar para começar a abrir as franquiasâ€, diz Portes ao site.

Além da cafeteria, o empreendedor David Portes também criou um restaurante com capacidade para 300 pessoas no centro do Rio de Janeiro. O Banca do David Grill conta com serviços de call center e de entrega, sem contar o site www.bancadodavid.com.br, que oferece todas as informações sobre a história do empresário. “Hoje tenho 34 funcionários diretos e a banca passou a ser apenas um point porque tive que dividi-la em dois por conta de uma decisão da prefeituraâ€, conta o executivo.

O sucesso dos serviços de call center e delivery oferecidos na Banca do David fez com que o ex-camelô implantasse o sistema também nas lojas. “Quanto mais honestidade, responsabilidade e bom atendimento, maior a quantidade de pedidos e, assim, cresce o número de funcionários. São três para entregar na região próxima ao restaurante e um que fica na bancaâ€, ensina.

Criatividade, banco de dados e pesquisa
Quanto à crise que toma conta do planeta, Portes não vê grandes dificuldades pela frente. “O Brasil cresceu e se estruturou muito bem e acredito que terá uma pequena onda de desemprego, mas nada alarmante. Temos que ter atitude e fazer as coisas acontecerem e não esperarmos para investir no futuro porque assim não aproveitaremos os ensinamentos que uma crise pode oferecerâ€, aponta.

Assim como nos tempos de camelô, o empresário investe em um banco de dados baseado em promoções com cupons para cadastrar clientes e, de acordo com ele, está é uma ferramenta importante para saber o perfil do consumidor. “Na banca tivemos que parar por causa da prefeitura, enquanto não renovamos a autorização. Já no restaurante oferecemos cartão de fidelidade e promoções como uma viagem para um hotel na montanhaâ€, diz.

Além do banco de dados, o empresário sabe da importância de realizar constantes pesquisas de mercado. “Sempre fazemos para saber o que o cliente quer de produto, promoção, tendências, entre outros. São dados corretos para que possamos fazer as estratégias de Marketing com base no que o consumidor nos falouâ€, afirma.

Novos rumos
Prestes a entrar em uma sala de faculdade, Portes já passou por países como EUA, Chile, Argentina e Angola dando palestras sobre sua história de vida. O ex-camelô inicia este ano o curso de Administração e Marketing em uma universidade de Portugal e entende que o momento não poderia ser melhor. “O Marketing está cada vez mais infiltrado nas empresas e quem não se juntar estará na mesmice e ficará para trás†avalia.

Segundo David Portes, trabalhar a imagem de uma marca é algo que a humanidade tem feito há cerca de dois mil anos. “Basta pensar em Jesus Cristo, que até hoje é lembrado pelo povo. Quem é visto também é notado e o Marketing é simples desde que feito com criatividade, transparência e honestidade. Caso contrário funciona como uma gota de veneno em balde de água, ou seja, contamina tudoâ€, completa.

Fonte:Mundo do Marketing, Thiago Terra.

written by roger

Jan 14

Se já estava difícil para as empresas se adaptarem aos novos desafios do mundo 2.0 - pois tudo agora é 2.0!! - imaginem o que se passará na cabeça dos empresários, e mesmo dos profissionais de Marketing, quando entenderem que a nova onda já está chegando, a WEB 3.0.

Mesmo os negócios voltados para as classes populares tiveram que entender e procurar se adequar rapidamente à realidade trazida pela Internet. Hoje há quase 60 milhões de jovens das classes CDE que em breve se casarão, con stituirão famílias e ditarão os rumos do consumo no país. Esses jovens estão hoje conectados, via internet ou celulares e frequentam comunidades virtuais como frequentam bares.

Sendo assim, é fundamental saber como se comunicar com esse público, pois hoje temos mais de oito milhões de e-consumidores no país.  A internet há muito deixou de ser um meio de diversão ou um veículo que impacta somente uma pequena camada da população.  O Brasil é o primeiro em navegação domiciliar, com 23 milhões de lares conectados, seguido por EUA, França, Austrália e Japão. Quase metade dos internautas brasileiros navega em cyber cafés e lan houses. O brasileiro navega o equivalente a mais de 24 horas no mês e há mais de 15 milhões de pessoas conectadas em um único canal de mensagem instantânea.

A era da WEB 2.0 é marcada pela interação, pela participação, pois trouxe o consumidor para o palco, permitindo que sua voz fosse ouvida, que suas mensagens fossem levadas a sério pelas empresas e fez com que cada cidadão se transformasse em mídia. E essa realidade impacta diretamente as empresas e o consumo em geral, pois o internauta tem o poder de influenciar tanto na formatação de novos produtos como de gerar até mesmo a ruína de uma marca, dependendo de suas ações e de seu poder de influência.

Há vários casos de empresas que criaram blogs para se aproximarem de seus clientes, como outras que tem monitorado de perto as redes sociais mais importantes para acompanhar o que é comentado sobre seus produtos ou serviços e com isso procurar interagir, de diferentes formas, no sentido de minimizar insatisfações apontadas pelos consumidores.

A nova onda, a WEB 3.0, também chamada de Web Semântica, por sua vez se caracterizará como a Internet inteligente, que transformará o conteúdo ainda desorganizado da internet em informação relevante para a tomada de decisão, através do cruzamento de dados. Isso evitará que recebamos uma “enxurrada†de páginas inúteis a cada busca realizada, por exemplo. Ao mesmo tempo, haverá cada vez mais sintonia entre o perfil de quem realiza a busca e as ofertas a ele apresentadas.

Ainda há uma longa jornada a ser percorrida, pois essa nova etapa depende de mais investimentos em tecnologia, para processadores cada vez mais potentes, e da unificação de padrões, o que não é nada fácil de ser obtido.

Se por um lado esse futuro se mostra fascinante em termos de oportunidades de novos negócios e de agilidade no acesso a muitas informações, por outro tem trazido à tona, cada vez mais, os questionamentos sobre privacidade e sobre ética, tendo em vista certas atividades impetradas pelas organizações voltadas para o desenvolvimento dessa nova onda.

Para as empresas o que se torna imperativo é o acompanhamento dessa (r)evolução, para que não sejam pegas de surpresa quando essa nova onda - ou talvez seja um “tsunami†- chegar.

Fonte:Mundo do Marketing, Sandra Turchi

written by roger

Jan 13

 presença massiva de celulares pré-pagos no mercado motivou a Orange Soluções Integradas a criar um sistema que dá minutos para falar no celular como prêmio. A empresa, que já possui outras ferramentas de incentivo como “O Melhor da Vida†- para ações de experiência - e Infiniti Incentive - agência de incentivo com sistema de troca de pontos -, lançou o Minucom pensando não apenas em ações direcionadas a funcionários, mas que po de ser também aplicada em ações promocionais e de relacionamento com foco no consumidor final.

O serviço é voltado a pessoas das classes de baixa renda e jovens, que concentram a maior parte dos celulares pré-pago no país, que por sua vez representam 81,3% das linhas de telefonia móvel, segundo informações da Anatel. Esse é apenas um dos dados com a qual a empresa vem estudando há três anos para poder elaborar o novo serviço. A ideia do projeto veio da necessidade de investir na área de incentivo com um serviço inovador que fosse além dos vale-presentes e prêmios muito caros que premiassem poucos.

Custo baixo é diferencial
“É alto o número de pessoas que possuem aparelhos apenas para receber chamadas, e não fazer ligações. Dar crédito no celular a alguém que não faz ligações é vantajoso porque dá um certo status a pessoa, que acredita estar melhorando de vida e que sente falta de poder falar ao telefoneâ€, explica Leandro Capozzielli (foto), diretor da Minucom.

Isso acaba tornando o custo de investimento baixo em relação a outros programas de incentivo, já que o valor doado em minutos não chega a ser tão alto. “Se déssemos esse valor em dinheiro, talvez não teríamos o mesmo resultado, pois o funcionário acharia o valor muito baixo, mas ao transformá-lo em minutos de celular damos a ele um valor mais atraente”, explica Capozzielli.

Um dos primeiros clientes da Minucom é a empresa de TI e datacenter Americanet. Em busca de resolver pequenas questões administrativas e evitar um baixo desempenho por parte dos vendedores, a empresa há três meses vem dando minutos de graça no celular para aqueles que cumprem determinadas tarefas próprias de sua função. “Damos minutos de acordo com o número de visita a clientes, por exemploâ€, explica Lincoln Oliveira, presidente da empresa.

Ferramenta se refletiu em outra ação de incentivo
Essa ação acabou influenciando também outra iniciativa de incentivo aplicada através da Infiniti Incentive, outro serviço da Orange Soluções Integradas que dá pontos que podem ser trocados por produtos àqueles que obtiverem bons resultados, como o cumprimento de metas, por exemplo.

“Aqueles que mais visitam clientes são geralmente quem conseguem melhores resultados e, por isso, um maior número de pontosâ€, explica Lincoln. O projeto agora será aplicado a área técnica da empresa e à clientela. “Os clientes que pagarem pontualmente ganharão minutos no celularâ€, diz Oliveira.

Apesar de seu potencial como ferramenta de incentivo, Leandro Capozzielli salienta para a eficácia em ações promocionais e de relacionamento, com os minutos de celular sendo usados como brindes na compra de um produto, por exemplo. “Temos planos de custos de acordo com o porte e ação de cada companhia. É possível fazer grandes ações usando a ferramenta Minucom”, explica Capozzielli, da Minucom.
Fonte:Mundo do Marketing, Guilherme Neto.

written by roger

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