Nov 19

Apesar do E-Mail Marketing já ser uma realidade no mercado, a ferramenta ainda traz dúvidas a diversos profissionais de Marketing. Ao mesmo tempo em que muitas empresas querem ser eficientes, não querem ter seus e-mails confundidos como SPAM. É compreensível, uma vez que o alto número de mensagens aliado à excessiva exposição de conteúdos por diversos meios nos dias de hoje vem fazendo o consumidor evitar o uso de e-mail nos últimos tempos – onde o índice de 30% na taxa de abertura já representa um ótimo resultado.

Apesar disso, é fato que o E-Mail Marketing ainda tem potencial, e não à toa este mercado movimentou US$ 1,2 bilhão em 2007, segundo a Direct Marketing Association, com um crescimento de 50% em relação à 2006. Em 2013, estima-se que os Estados Unidos enviarão cerca de 838 bilhões de E-Mail Marketing, quase o dobro do enviado atualmente, segundo uma pesquisa da Forrester Research. Esse é o mesmo volume de SPAM que apenas um grupo, desbaratado recentemente pela Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos, enviava em menos de três meses – 84 dias.

Diferenciar-se dos SPAM e chamar a atenção do consumidor entre tantas mensagens é o que mais preocupa Edson Barbieri, sócio-diretor da Frontier, empresa brasileira do mercado de serviços de Internet. Para isso, a companhia procura oferecer opções de opt-in e opt-out eficientes, construir ações segmentadas com conteúdos relevantes e bem desenvolvidas. Outros cuidados são o rígido controle da base de dados, sem compartilhá-las indiscriminadamente com terceiros, freqüência regular de envio de e-mails, e um alto índice de personalização de mensagens.

Cuidados para não serem confundidos com SPAM pelo consumidor
Em caso de programas de correio eletrônico como o Gmail, em que os usuários podem denunciar os spams recebidos, o alto número de reclamações pode gerar um bloqueio total das mensagens de uma empresa, mesmo para aqueles consumidores que as desejam receber. “É por isso que os cuidados são tão necessários. Mesmo quando não há má vontade da empresa ao descumprir um desses requisitos, um alto número de consumidores pode considerar os e-mails recebidos como SPAM e bloqueá-los para si e outrosâ€, diz, durante palestra realizada no Encontro Datalistas, promovido no Rio de Janeiro pela empresa de Database Marketing homônima, pertencente ao Grupo Abril e cliente da Frontier.

Reforçando esse cenário, a Frontier trabalha com dados que ilustram o perigo do SPAM: 56% dos internautas consideram SPAM mensagens que não geram interesse, mesmo que originadas de remetentes conhecidos; 50% consideram SPAM mensagens enviadas com freqüência excessiva, mesmo que de remetentes conhecidos; e 41% dos reports de SPAM pelos destinatários têm relação com relevância e não com Opt-In.

A atualização constante da base de dados é outro ponto citado, já que 35% dos internautas costumam trocar de e-mail a cada 12 meses. Por isso, Barbieri aponta para a necessidade de excluir os e-mails inativos (os chamados “hard bouncesâ€) e estimular os usuários a atualizar os seus dados. Essa é uma estratégia seguida pela própria Datalistas, que dá prêmios em concurso ao que responderem um questionário disponibilizado na internet a cada seis meses.

Clareza é fundamental
Para evitar serem mal compreendidos pelos consumidores, Barbieri argumenta que a melhor maneira é ser sincero na hora do opt-in. “Dê opção ao destinatário para escolher o que quer receber, com que freqüência e de ver exemplos de mensagens que receberáâ€, conta o executivo.

Em campos do e-mail como “Remetente†e “Assuntoâ€, devem ser utilizados poucas palavras. O primeiro deve revelar nitidamente o nome da empresa, produto oferecido, ou representante com quem o cliente possui um relacionamento. Já o outro deve ser curto – 60 caracteres ao máximo, segundo ele -, apostando em frases que ofereçam alguma coisa ou estimulem curiosidade. “69% das pessoas decidem abrir um e-mail com base no Subjectâ€, conta Barbieri.

Para despertar o interesse do consumidor, Barbieri salienta que é preciso que o e-mail seja bastante claro quanto ao seu propósito. Por isso, imagens e textos devem ser facilmente compreendidos e convencer o leitor a continuar lendo a mensagem, sempre evitando que o e-mail fique muito “pesado†e ultrapasse os 50kb – as imagens devem estar hospedadas em servidores de internet, nunca sendo enviadas junto com o e-mail.

Estudos de resultados e com o consumidor para melhorar a ferramenta
Outra dica de Barbieri é evitar o uso excessivo de imagens, principalmente no alto da mensagem, já que muitos gerenciadores de e-mail impedem a sua visualização. Além disso, o uso de layouts muito verticais ou horizontais pode dificultar a leitura ao tornar indispensável o uso da barra de rolamento.

Para chegar a estas conclusões e às opções mais eficientes de se montar um e-mail Marketing, a Frontier realiza regularmente teste de resultados e o estudo de comportamento do consumidor. Entre os dados com os quais trabalha, está o de que a maioria dos usuários utiliza como cliente de e-mails os softwares Outlook (55%) e Lotus Note (20%) e como domínios o Hotmail (26,75%), Yahoo (15,43%) e IG (9,75%).

O perigo da extinção dos e-mails
Apesar de tantos cuidados, alertas mais pessimistas decretam que já é tarde demais, prevendo a extinção dos e-mails em poucos anos, como conseqüência do abusivo número de SPAMs na Internet. Barbieri, por sua vez, acredita que o E-Mail Marketing ainda tem potencial para crescer nos próximos anos, mas crê que o E-Mail não se extinguirá, por mais que sofra uma queda na década seguinte.

Vicente Argentino, Diretor de Marketing & Vendas da DataListas, concorda. “Acredito que as novas gerações inventarão uma nova forma de utilizá-lo. A própria mala direta pelo correio ainda é utilizada nos dias de hoje, como melhor forma de comunicar uma mensagem mais complexaâ€, explica, em entrevista ao Mundo do Marketing. Enquanto esse dia não chega, o Grupo Abril já estuda ações em redes sociais e programas de mensagens instantâneas, além do Mobile Marketing, como uma forma de se atualizar aos novos tempos.
Fonte:Mundo do Marketing, Guilherme Neto

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Nov 18

O Ibope/NetRatings passa a medir, em janeiro, a audiência das páginas da web visitadas em ambientes corporativos no Brasil. Hoje, essa medição é feita apenas com base nos acessos domiciliares e nos locais públicos. Os dados devem ser disponibilizados ao mercado a partir do segundo trimestre do ano que vem, depois de um período de testes. O Ibope aponta que o País tem hoje cerca de 40 milhões de internautas ativos. No ambiente domiciliar, foram contabilizados, em agosto, 24,3 milhões de internautas ativos, que gastaram 23,5 horas de seu tempo navegando.

De posse dos números agregados, a expectativa é que se tenha uma visão mais ampla e real do comportamento do usuário brasileiro de Internet, possibilitando melhor planejamento das empresas para as suas estratégias de publicidade e marketing. Este ano, até agosto, o meio recebeu cerca de R$ 450 milhões do mercado publicitário, o que significa 3,37% do total investido em mídia. Os números representam um crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a CEO do Ibope/NetRatings, Fábia Juliasz, será empregada na medição corporativa a mesma metodologia do painel domiciliar. “Vamos somar as duas medições”, diz Fábia. Ao mesmo tempo será possível analisar as diferenças na forma de uso em cada ambiente. “Haverá uma visão muito mais ampla sobre o que o usuário prefere no ambiente domiciliar e no corporativo.” Medição semelhante já é feita pela Nielsen/NetRatings - sócia do Ibope/NetRatings - em mercados como o dos Estados Unidos, da Alemanha, da Inglaterra e do Japão.

De acordo com o presidente internacional da Nielsen Online, Jonathan Carsen, os clientes brasileiros terão diversos benefícios com o novo serviço. “Como parte significativa do uso da Internet no país ocorre no local de trabalho, teremos um retrato mais completo desse universo”, afirma. Segundo ele, os números de audiência em algumas categorias, como notícias e finanças, terão aumento significativo. “Constatamos em outros países que os usuários visitam esses locais com freqüência durante as horas de trabalho”, diz Carsen.

Ele afirma ainda que o uso da banda larga é mais freqüente no ambiente corporativo, e que a pesquisa poderá fornecer dados mais aprofundados sobre o uso de meios de valor agregado, como os vídeos. “Poderemos ainda fornecer melhores medidas de fidelidade, comparando a duplicação de visitas no ambiente corporativo e no domiciliar.”

Segundo Carsen, em outros mercados onde foi lançada essa tecnologia pode-se notar que os grandes clientes foram beneficiados ao perceber de uma maneira mais ampla o comportamento do usuário de Internet. “Estamos confiantes de que esse será o caso no Brasil”, afirma.

Para Paulo Castro, conselheiro do Interactive Advertising Bureau (IAB) e diretor geral do Terra Brasil, ter mais conhecimento sobre a audiência é essencial para dar mais informações ao mercado e defender melhor os investimentos publicitários. “O mercado online cresceu mais de 40% nos três primeiros trimestres do ano e deve manter o crescimento a taxas de 30% pelos próximos cinco anos”, diz Castro. “As vendas de computadores e o acesso à banda larga têm aumentado de maneira vigorosa, e o mercado publicitário está atento a isso.”

Castro afirma que, além do consumo de notícias durante o horário de trabalho, muita gente aproveita o acesso à rede no ambiente corporativo para o comércio eletrônico. “Isso poderá ser bem medido agora, beneficiando a formulação das estratégias dessas empresas”, diz.

Fonte:Redação Terra, Vagner Magalhães.
 

written by roger

Nov 17

Parafraseando a letra da música de John Paul Young, “Gifting is in the air…!â€, ganhando cada vez mais espaço como categoria de mercado. Aos que pensam que, por ser um anglicismo, está circunscrito aos sofisticados meetings do high society, atenção! Do borracheiro ao joalheiro, todo mundo pratica o “dar-receber-retribuir†presentes, experiências, gratificações e gentilezas visando bons negócios.

Para comprovar, o case de hoje vem do samba no pé, direto da avenida. E foi vivenciado por gente simples, gente chique, quem quis e quem não quis, pois a ação estava literalmente “no ar†— todo mundo a respirou.

O samba enredo da Rosas de Ouro no carnaval 2008 em São Paulo foi o “Rosaessência, o eterno aromaâ€, contando a história do perfume com 24 alas, cinco carros alegóricos e 3.700 componentes.

Um verdadeiro festival de gifts em todos os sentidos.
Para a visão — um show, com o desfile de beleza ímpar.
Para a audição — entretenimento, com a curiosa história do perfume.
Para o tato — um espetáculo: 20 mil rosas importadas da China foram distribuídas pelos passistas.
Para o olfato — uma surpresa: 20 quilos de uma essência exclusiva com perfume de rosas foram borrifados enquanto os carros alegóricos desfilavam, perfumando todos os que assisitiam ao desfile.
E, para completar a experiência, um pouco daquela sensação em versão pocket-delivery: 35 mil sachets de lenços umedecidos com a fragrância floral desenvolvida especialmente para a oportunidade.

Quem ganhou com isso? A escola de samba, a empresa que produziu a essência e lançou seu novo perfume, o pool de fabricantes que produziu os sachês… E todos os que assistiram a este espetáculo de branding, marketing, gifting!

Para comentar as ações de gifting convido Elza Tsumori, Presidente da Associação de Marketing Promocional e sócia-diretora da Companhia Ativadora de Negócios.

MP: O que gifting tem que as outras ferramentas de Marketing não têm?
ET: O gifting tem uma “alma que dialogaâ€. Uma coisa viva que se molda a cada necessidade e pergunta que fazemos na hora de planejar e criar. E isso não vejo em outras ferramentas de Marketing. Talvez porque o pensar gifting faz parte da natureza humana há tanto tempo.

MP: Planejamento em gifting e planejamento em Marketing. Quais as diferenças?
ET: Um planejamento de Marketing poderá ganhar muito se utilizar o planejamento de gifting para enriquecer seu conteúdo, dar mais personalidade à sua mensagem, surpreender, lembrar, impactar, agradecer. Desde que entenda como funciona o gifting e como/quando inseri-lo no plano. E o bom é que podemos usar ação de gifting no início, meio e/ou fim da execução de um plano.

MP: Como se mede o  impacto de uma ação de gifting?
ET: Acredito que o melhor impacto está na resposta que obtemos quase que de imediato: um sorriso, uma lágrima de emoção, um agradecimento, a lembrança depois de um tempo, retribuição do ato convertido em maior venda, maior recompra, maior fidelidade e defensores da seu serviço/produto/marca

Fonte:Mundo do Marketing, Marina Pechlivanis

written by roger

Nov 14

SÃO PAULO (Reuters) - O efeito da entrada da Oi no mercado paulista deu o tom nas adições de novos usuários de celular no mês de outubro, segundo dados preliminares informados pelas operadoras à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta quinta-feira.

A avaliação é de Eduardo Tude, presidente da consultoria especializada Teleco, sobre a evolução dos números.

De acordo com os dados, o país adicionou 2,548 milhões de novos usuários no mês passado, atingindo 143,336 milhões de linhas de telefone móvel em todo o país.

O número representa um crescimento de 25 por cento sobre outubro do ano passado e o acréscimo de 20,479 milhões neste ano.

“O vagão já está embalado neste final de ano”, afirmou Tude, em entrevista à Reuters. Por isso, ele não espera sinais de redução no ritmo de crescimento do celular até janeiro, período do ano tradicionalmente mais fraco.

Os dados mostram um recorde atrás do outro mês a mês. O período de maior adição em 2008 foi, até o momento, agosto, quando 3,042 milhões de novos celulares foram ativados.

Segundo Tude, o mês passado teve, além da estréia da Oi em São Paulo, também, a chegada da Vivo em dois Estados do Nordeste (Pernambuco e Ceará), “mas em termos de efeito mesmo o que pesou foi a entrada da Oi”, disse.

A Oi decidiu usar de uma estratégia bastante agressiva na chegada ao maior mercado do país, onde estreou como quarta operadora (depois de Vivo, Claro, TIM e “aeiou”).

Ela começou a vender chips em São Paulo no dia 2 de outubro, concedendo três meses de ligações gratuitas para telefones locais ou outro celular Oi.

No dia 24 de outubro, ela informou ter vendido 1 milhão de chips e ativado 500 mil deles. A expectativa da companhia é chegar a 2 milhões de clientes até o final do ano.

No Estado de São Paulo, que sozinho responde pela Região 3 em que a Anatel divide o país, o total de celulares, segundo os dados preliminares, alcançou 34,442 milhões em outubro, 700 mil a mais que o número de 33,748 milhões do mês anterior.

Na região 1, por sua vez, que envolve o Nordeste, parte do Sudeste e o Norte, o total, que era de 70,315 milhões em setembro, chegou a 71,581 milhões no mês passado, com 1,2 milhão a mais.

Na região 2, em que atua a Brasil Telecom, o total chegou a 37,310 milhões em outubro, ante os 36,723 milhões no mês anterior, com o acréscimo de 587 mil.

Fonte:Reuters

written by roger

Nov 13

Há três anos aproximadamente, eu disse num artigo que os processos de extensão de marca lembravam a sequência do Mickey no filme Fantasia do Walt Disney. A inesquecível idéia de um personagem que, ao som do Aprendiz de Feiticeiro (música de Paul Dukas) ordena magicamente que algumas vassouras transportem baldes de água para ele. O resultado todos conhecem: as vassouras escapam ao seu comando, fruto de sua inexperiência como mágico, multiplicam-se e causam uma grande enchente.

Extensão de marca, brand extension, é um tema que está (ou deveria estar) na agenda de 9 entre 10 diretores de marketing hoje. E na pauta de preocupações de CEO’s, Diretores de Planejamento e Diretores Financeiros. E metáfora do Aprendiz de Feiticeiro é mais do que uma comparação gratuita.

Não é difícil entender o porquê. Há uma necessidade darwiniana de crescimento nas organizações atuais. Tudo indica que crescimento é um dos dispositivos de adaptação e seleção natural. Não crescer é um sinal de que algo não vai bem. Porém, estratégias de crescimento são uma equação que admite múltiplas soluções. De todas as múltiplas soluções, uma delas é a extensão de marca. O que significa utilizar a mesma plataforma de reconhecimento que a marca já tem no mercado. Depois de longos períodos de investimentos intensivos na construção de uma franquia sólida, nada mais natural do que aproveitá-la para expandir negócios em outras áreas de produto.

Utilizar processos de extensão de marca para desenvolver novos negócios é, de alguma forma, acelerar o payback de investimentos feitos na construção da marca. É, muitas vezes, uma irresistível tentação nas empresas, mesmo quando a marca ainda não está pronta ou madura para dar estes passos.

No entanto, é preciso não confundir extensão de marca (brand extension) com extensão de linha. Extensão de linha é algo mais simples, que não tira a marca de seu habitat natural. Um fabricante de sucos que lança um novo sabor, ou um fabricante de televisores que lança um modelo maior ou com features mais modernos estão praticando extensões de linha. Ou seja, eles conduziram um processo de ampliação de negócios dentro do mesmo território original. Desodorantes que sejam apenas variantes de fragrância do produto original também são apenas extensões de linha. Extensões de marca obrigam a marca a penetrar em novos territórios de negócios.

Extensões de marca são um processo bem mais complexo do que extensões de linha, pois obrigam a empresa a descobrir formas de operar com o mesmo profissionalismo em áreas novas onde ainda ela caminha com menos conhecimento do terreno.

Por isto, obriga a um desenvolvimento intelectual e de inteligência de mercado para que, neófita nesta nova área, ela não seja “engolida†pelas marcas que já dominam este espaço.

Apesar das dificuldades e ameaças, as recompensas das extensões de marca são enormes como uma ferramenta de expansão de negócios. Brand extension é uma ferramenta de expansão de negócios muito atraente por motivos fáceis de entender.

O primeiro deles é a comparação entre os custos envolvidos neste processo confrontados com os que são necessários para começar uma nova marca do zero. Não tenho números para comprovar esta diferença, mas a voz sábia do mercado já pronunciou sua sentença: atualmente, quase 80% dos produtos de consumo e duráveis no Brasil, segundo estudo da Troiano, são extensões de alguma marca já existente. O movimento frenético de extensões de marca demonstrou que as empresas optaram por este caminho e não pelo da criação de marcas novas.

Aliás, há um bom tempo cultivo a hipótese de que o século XX foi onde as grandes marcas que conhecemos foram geradas. O século XXI, ao contrário disto, parece que será o século da multiplicação da família de produtos de produtos dessas marcas. Embora surjam e morram novas marcas o tempo todo, o movimento dominante é de brand strecht: de ampliação dos domínios das marcas já existentes.

O segundo motivo que torna extensão de marca um processo muito atraente e tentador é o fato que ele pode fortalecer a própria marca-mãe. Extensões não são apenas uma ferramenta de abertura de novos territórios para os produtos da marca. São também um dispositivo para o desenvolvimento do poder da marca original. Trata-se de uma engenhosa ferramenta para incrementar o valor deste ativo. E não só de um ponto de vista mercadológico, mas também financeiro. Extensões incrementam o fluxo de caixa gerado pela marca, por meio de seus novos produtos. O raciocínio é relativamente simples.

O valor econômico de uma marca, como de qualquer outro ativo, depende dos fluxos de caixa que ela é capaz de gerar. Uma família de produtos sob a mesma marca é uma geradora de fluxos de caixa naturalmente maiores do que a marca com um único produto isoladamente. Em última instância, mais produtos, maior fluxo de caixa, marcas com maior valor econômico, venham elas ser incorporadas ao balanço da empresa ou não.

O terceiro motivo se aplica particularmente ao mercado business-to-consumer. Espaço para colocação de produtos no varejo é uma conquista cada vez mais árdua. Marcas já existentes, que disponham de reconhecimento e prestígio, têm muito mais abertura para conquistar espaços. Sua “folha corrida†é uma garantia antecipada de resultados. O inverso é verdadeiro: negociar espaços com marcas que ainda são apenas uma promessa é muito mais estressante.

Quem opera com produtos de consumo conhece bem a saga para abertura de novos espaços de gôndola nas redes do varejo. A extensão de uma marca já conhecida e respeitada carrega um sentido de goodwill que torna as negociações mais suaves e aumenta as chances de abrir espaços nas prateleiras das lojas e supermercados.

O quarto e último motivo é o relacionamento com consumidores e a noção de customer equity. Como fazer para gerar mais negócios com um número menor de consumidores? Fazendo com que a marca possa acompanhá-lo em outras categorias de produto além daquela em que ela atua originalmente. Extensões de marca incrementam o customer equity, ou seja, aumentam o valor que cada cliente ou consumidor tem para a empresa. E por isto, deslocam o eixo de preocupações mercadológicas: de uma disputa por market share para um esforço de consolidação nas relações mais permanentes com os “mesmos†consumidores. Em última instância, brand extension é uma das formas supremas de prestação de serviços: a marca está pronta para atender seu consumidor, no limite, onde quer que ele esteja.

Portanto, bem vindos ao século das grandes famílias! Bem vindos ao século do brand extension! O que começou timidamente há algumas décadas está explodindo agora e, até chegarmos a 2015, teremos um novo e fascinante mundo de concentração em torno de marcas-mãe mais poderosas do que nunca, cercadas de uma ampla prole.

Há armadilhas que espreitam a marca nos novos territórios para onde ela está se deslocando. E é por isto que nem sempre as extensões são bem sucedidas. Embora isto não seja um receituário, algumas providências são essenciais para escapar destes perigos potenciais:

1. A primeira e mais crítica: identificar se a marca tem natural autoridade para atuar no novo mercado. É o que denominamos de Regra da Afinidade, e acontece quando um consumidor chega a um supermercado, por exemplo, e alguém indica a ele um novo produto de uma marca já existente. Ele ou ela olha surpreso e diz: “Ué, mas já não tinha?†Quando a afinidade entre a marca-mãe e seus filhotes é clara, a “gôndola mental†dos consumidores já está previamente preparada para aceitar naturalmente o novo produto da marca. E imaginem o que se economiza em custos de marketing e comunicação em casos como este.

2. A segunda providência é obedecer à Regra da Velocidade. Não é possível acomodar na cabeça dos consumidores uma avalanche de novos produtos em pouco tempo. Grandes empresas que tentaram (e algumas outras continuam tentando) não tiveram sucesso e foram obrigadas a voltar atrás. Quando esta regra não é obedecida, a “multa†é a seguinte: o desejado efeito de sinergia entre os filhotes fica comprometido pela velocidade acelerada.

3. A terceira providência é considerar que extensão de marca pode obedecer à Regra do Intangível. Esta regra nos mostra que as fronteiras para extensões de marca não precisam, necessariamente, se esgotar no plano físico e obedecer a critérios industriais. A vizinhança não precisa estar atrelada a alguma característica física do produto.

4. A quarta providência importante nos processos de extensão de marcas é entender como deverá ocorrer o processo de “transmissão do DNA maternoâ€. Nos milhares de casos de extensão que auditamos, identificamos oito critérios ou princípios, por meio dos quais as empresas estendem o uso da marca-mãe em novas categorias de produto. Ou seja, oito princípios pelos quais se “transmite o DNA maternoâ€. É muito raro que uma determinada marca utilize apenas um princípio em seus processos de extensão. A média é de 1,6 princípios utilizados em cada movimento de expansão. Os oito princípios que regem as extensões no Brasil são os seguintes:

I. Mudança de apresentação
II. Preservação do ingrediente principal
III. Complementação de uso
IV. Conservação da forma
V. Concentração num target
VI. Expertise da marca-mãe
VII. Transferência de personalidade
VIII. Uso do poder da marca

Não estamos no fim, nem no princípio do fim. Em se tratando de extensões de marca, estamos apenas no fim do começo. As oportunidades que se abrem para as empresas que souberem gerir este processo com criatividade, competência e, principalmente, humildade são enormes. Porém, os riscos também.

Quantas e quantas marcas importantes e poderosas ainda nem começaram a percorrer este trajeto promissor.  Tornar a marca ainda mais poderosa, multiplicar negócios com a sua franquia, preservar mais clientes por mais tempo: alguém pode imaginar algo melhor do que isto?

Cuidado, porém, com a mais perigosa e traiçoeira de todas as armadilhas: o “brand ego trip†(David Taylor): uma forma de trabalhar com extensões de marca que privilegia uma visão interna da empresa e do negócio e não a referência externa e mais natural que seria a visão dos consumidores e dos concorrentes. “Brand ego trip†é o que eu costumo denominar de narcisismo na extensão de marca: o pecado de supor que a marca é poderosa o suficiente para se aventurar em qualquer outro mercado.

Em resumo: espero que essas idéias nos ajudem a sermos menos aprendizes e muito mais feiticeiros experientes, quando o negócio é extensão de marca.
Fonte:Mundo do Marketing, Jaime Troiano

written by roger

Nov 12

“A convergência é um processo cultural. Refere-se ao fluxo de imagens, idéias, histórias, sons, marcas e relacionamentos através do maior número de canais midiáticos possíveis. Um fluxo moldado por decisões originais, tanto em reuniões empresariais quanto em quarto de adolescentes. Moldado pelo desejo de empresas de mídia de promover ao máximo marcas e mensagens, e pelo desejo dos consumidores de obter a mídia que quiserem , quando, onde quiserem; por meios legais ou não.”

Assim Henry Jenkins refere-se a um fenômeno que está transformando a cultura e a sociedade em seu livro `A cultura da Convergência`.

O teórico da mídia se opõe a idéia de que vamos convergir as mídias em um único aparelho. Para ele vamos continuar tendo um celular, uma TV, um computador. A convergência se refere à produção, veiculação e consumo das mídias e não apenas aos aparelhos em que as consumimos.

A Cultura da Convergência traz consigo diversos pontos relevantes que explicam e fundamentam a sociedade cada vez mais íntima das tecnologias e da web. Essa sociedade está repleta de fãs, que são os que não apenas consomem certa informação, mas também produzem e trocam conhecimento ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, 52% dos adolescentes já produziram mídia e 1/3 dos jovens já veicularam algum tipo de mídia. Segundo o diretor do MIT, “fazer mídia é tão importante quanto consumir mídia”. No Brasil a realidade ainda é diferente, mas esse envolvimento que existe lá fora é uma tendência aqui. As crianças vão crescer e lidar cada vez mais com as tecnologias e com a colaboração de conteúdo na web, e essa é a Inteligência Coletiva na prática.

Como cita o autor, em uma sociedade de caçadores, as crianças aprendem brincando com arco e flecha, na sociedade da informação, as crianças aprendem brincando com informação. Antigamente era possível que um indivíduo dominasse todos os saberes da sociedade, esses eram os grandes sábios. Hoje não há como saber tudo, todos sabem um pouco sobre algumas coisas. Esses conhecimentos trocados formam a Inteligência Coletiva.

Aplicar essa forma de conhecimento a diversos setores da sociedade e do mercado deixa a sociedade e os negócios estruturados para a relação efetiva com a Geração Y e com o novo consumidor em rede.

Uma loja que agrega conteúdo a um produto, um site que permite aos consumidores colaborarem com informações, um serviço ou game que proporcione interatividade real do público com uma organização colocam na prática o valor pelo coletivo. Convergir informação e filtrar o que é relevante através da interatividade são características de uma cultura em que a soma das expertises torna-se mais importante.

Fonte:Uol

written by roger

Nov 11

Inovação é um assunto que sempre está na ponta da língua dos profissionais de Marketing. Todos querem descobrir e aplicar novas tendências antes dos concorrentes, de forma a se diferenciar e chamar a atenção de consumidores para seus produtos. O que muitos ainda tentam descobrir é a fórmula correta de transformar a teoria em prática com o menor risco possível.

Essa busca por inovação deve ser fomentada entre todos os profissionais de uma empresa para gerar resultados eficientes. O trabalho de gestão da inovação tem este objetivo, gerindo um ambiente onde a busca pelo novo é algo constante e onipresente, com a cultura da empresa voltada à inovação.

Essa gestão não tem começo, meio e fim, segundo Paulo Sérgio, Diretor do Centro de Inovação da ESPM. “Ela não pára nunca e todos devem estar envolvidosâ€, diz, em entrevista ao Mundo do Marketing. Essa iniciativa pode ser motivada pelo líder da empresa e pelas estratégias corporativas. “O líder deverá fazer o monitoramento dessa cultura. Torna-se um quadro comportamental que uma empresa deve realizar para não ficar obsoletaâ€, explica Charles Bezerra, Diretor Executivo da GAD’Innovation.

Nova agência do Gad’ oferece consultoria de inovação
O executivo deixou a Motorola há dois meses para comandar a operação da nova agência do grupo GAD’, inaugurada há duas semanas. A nova consultoria de inovação está trabalhando inicialmente com a carteira de clientes da holding e deverá faturar R$ 20 milhões em 2015 – 15% do faturamento total previsto pelo grupo.

Com esse objetivo, Bezerra promete por em prática muitos dos jargões de inovação proferido pelas empresas que, segundo ele, não são cumpridos. Isso ocorreria pela constante preocupação pelo novo que motiva as companhias a inventarem novas formas para realizar antigas ações de Marketing, sem se preocupar no “porque fazer†e “para quem fazerâ€.

Para descobrir essas respostas, a Gad’Innovation ficará responsável por acompanhar o cliente em ações de pesquisa, planejamento estratégico, desenvolvimento de produtos e tudo que envolva o lançamento de novos bens e serviços. “É preciso endereçar as perguntas certas para as pessoas certas. A agência propõe-se a ser um instituto de pesquisa de monitoramento do presente para pensar o amanhã, o futuro. Para ajudar o líder e sua empresa a semear e colher os frutos das inovações, posicionando-a à frente dos concorrentes.â€, ressalta Bezerra ao site.

Inovações não precisam lidar necessariamente com novas tecnologias
As inovações também são possíveis em pequenas e médias empresas, sem a necessidade de grandes investimentos, já que não necessariamente estão atreladas ao desenvolvimento ou uso de novas tecnologias. “É claro que aquelas inovações de grande impacto, com grandes recursos por trás, envolvem novas tecnologias. Mas é possível inovar sem grandes recursosâ€, explica o professor da ESPM.

Entre as atuais tendências de inovação apontadas pelo professor estão a preocupação com a sustentabilidade, com a saúde e bem estar de funcionários, consumidores e ações de relacionamento com foco no consumidor, de forma a aproximar-se deles. “É preciso inovar além do produto. Muitas poucas empresas estão atentas a isso e acabam reunindo seus esforços de competitividade em um bem ou serviço, sem procurar se diferenciar de outras formasâ€, explica Paulo Sergio.

O risco nunca deixa de existir, é claro. Porém, esse é o desafio que as empresas devem enfrentar para não ficar para trás. “A questão é crucial. Não é para ser um projeto paralelo da companhia, mas sim central. A inovação é multidisciplinar e deve envolver todas as áreas da empresaâ€, relembra Bezerra.

Fonte:Mundo do Marketing, Guilherme Neto.

written by roger

Nov 10

O problema da falsificação de produtos e a percepção do consumidor brasileiro nessa questão foi tema de uma pesquisa elaborada pelo Instituto Akatu, entidade especializada no consumo consciente. O levantamento, patrocinado pela Microsoft, dá voz aos consumidores desses produtos, que desprezam ações anti-pirataria por não confiarem em empresas privadas e instâncias governamentais, a quem culpam e consideram como os verdadeiros responsáveis pelo problema.

A pesquisa levou em conta dados já existentes de duas pesquisas, em especial as realizadas pelo Ibope em 2006, que ouviu 1.715 moradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e outra realizada pela Fecomércio no ano passado, em mil residências espalhadas por 70 cidades do país.

A segunda fase consistiu em uma pesquisa qualitativa com homens e mulheres de 18 a 40 anos das classes A, B e C na cidade de São Paulo, entre consumidores comuns e formadores de opinião.

Consumo de produtos piratas cresceu em todas as classes sociais
Segundo dados do Ibope, entre 2005 e 2006 houve um crescimento no consumo de produtos piratas em todas as classes sociais do Brasil.  Os números mostram que a classe A passou de 50% para 58%, a classe B saiu de 61% e pulou para 65% enquanto a classe C aumentou de 60% para 68%. Apenas as classes D e E mantiveram patamar estável entre 56% e 57%, respectivamente.

Como resultado, a Akatu constatou que os consumidores sabem que estão comprando produtos ilegais e falsificados associados ao crime organizado e à sonegação de impostos, e que têm conhecimento de que seu consumo prejudica o comércio formal.

Apesar disso, os motivos apontados por eles variam desde o custo benefício até a própria falta de repressão a esse comércio ilegal, com produtos vendidos à luz do dia em lugares públicos, dando a impressão de uma permissão implícita.

Consumidor culpa empresas e governo pelo problema
Eles acreditam ainda estar ajudando os camelôs a não seguirem o caminho do roubo como sobrevivência e que os fabricantes, artistas e autores de produtos legais já seriam “muito ricosâ€, e não seriam afetados por essa prática. Não há ainda uma consciência da relevância de sua compra no alimento do crime organizado, por conta do baixo valor pago em cada mercadoria.  O consumidor não se sente o principal culpado pelo problema da pirataria e rejeita campanhas que o acusam pelo problema.

“Para eles, os grandes responsáveis são as instâncias governamentais ao permitirem a entrada, fabricação e comercialização de produtos e não desenvolverem políticas sociais que dêem empregos a todos na economia formalâ€, explica Débora Rocca, coordenadora de Pesquisas e Métricas do Instituto Akatu, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Eles culpam ainda as empresas e marcas, por praticarem preços inacessíveis e, ao mesmo tempo, estimular o desejo de consumo em ações de Marketing e Publicidade.

Descrença motiva desprezo a ações anti-pirataria
Segundo a Akatu, ações voltadas exclusivamente contra a pirataria tendem “a cair no vazioâ€, devido ao contexto de descrença em instituições governamentais e de iniciativa privada. As marcas devem investir em ações de responsabilidade social para afastar a imagem de empresas focadas apenas em gerar lucro e, desta forma, acabam se distanciando da sociedade.

“Uma campanha anti-pirataria tem mais chances de dar certo se fizer o consumidor refletir, em vez de adotar tom acusatório; se ficar claro que envolve também o governo e as empresas, não deixando o consumidor isolado com a responsabilidade de mudar toda a sociedadeâ€, aconselha Rocca.

Solução pode estar em Responsabilidade Social
A solução pode estar em ações de apoio a camelôs, por mais contraditório que isso possa parecer, para sensibilizar e atrair consumidores. “Isso com certeza daria certo. Não adianta esconder camelôs em becos ou colocarem para trabalhar em fábricas, por exemplo, se eles querem é trabalhar com comércio onde tenha movimentoâ€, explica Suzane Strehlau, professora da ESPM especialista em falsificação de produtos de luxo.

Uma estratégia seria ajudá-los a exercer o comércio de forma legal, seja através do suporte de registro de CNPJ, financiamento de capital de giro ou mesmo na formação de cooperativas.

Outras opções são ações em conjunto com o governo além da simples busca e apreensão de produtos falsificados, como ações junto às fronteiras nacionais de forma a averiguar o valor em nota fiscal de determinado tipo de produto. Se este for muito baixo, é bastante provável que se trate de um artigo pirateado.  Strehlau atenta ainda para a importância de valorização da marca, como diferencial importante contra falsificações. “É verdade que a marca encarece o produto, mas as pessoas pagam por issoâ€, diz a professora.

Brasil ainda não é o pior dos cenários
O objetivo é fazer com que o Brasil se aproxime dos índices de países desenvolvidos, onde a pirataria é mais branda. Uma pesquisa realizada em 2005 pela Business Softwares Alliance (BSA) sobre o consumo de softwares no mundo, registra índices de 20 a 30% de softwares piratas em países como Japão, Estados Unidos e Bélgica.

Em comparação com outros países da América Latina, no entanto, o cenário brasileiro vence, com índice maior apenas que a Colômbia (57%). Aparecemos também como a nação que menos falsifica softwares no grupo de países emergentes da BRIC - Brasil (64%), Rússia (83%), Ãndia (72%) e China (86%).

Fonte:Mundo do Marketing, Guilherme Neto

written by roger

Nov 07

O que têm em comum cereais matinais, saladas, sabonetes, carros alemães e óculos de sol? Segundo a Dynamic Logic, empresa de pesquisas que faz parte do grupo Millward Brown (do conglomerado WPP), especializada em medir a eficiência de campanhas de marketing,, todos esses produtos estão na lista dos melhores anúncios online de 2006.

As melhores campanhas foram protagonizadas por brands como Kraft, Unilever, BMW, McDonald’s e Luxottica Group. Seu segredo? Segundo o pessoal da Dynamic Logic, há pelo menos 3 pontos em comum em todos eles: dar preferência a imagens ao invés de texto; manter tudo muito simples; e ligar a campanha online com seus esforços de marketing offline.

“As melhores campanhas representam vários produtos diferentes em diferentes categorias. Os anúncios mais notados eram os que tinham as marcas mais em evidência. Muitos anúncios claramente mostravam consumidores usando os produtos e não tentavam oferecer mensagens muito complexas”, explica Michelle Eule, vice-presidente de pesquisas da Dynamic Logic.

Além desses pontos, o uso de vídeo, crescente nesse segmento, é muito bem recebido pelos consumidores e tende a ser bem-sucedido na hora de colocar a marca em evidência sem grandes rodeios.
“Ainda temos muito que aprender sobre a melhor forma de usar vídeo na publicidade online, mas está claro que é um recurso poderoso. Muitas das campanhas vencedoras utilizam alguma forma de vídeoâ€, comenta Ken Mallon, vice-presidente de desenvolvimento de produto e soluções customizadas da Dynamic Logic.

Quer seguir a receita de bolo? Então confira aqui os exemplos que estão no site da Dynamic Logic.

Fonte:Idgnow, Silvia Bassi

written by roger

Nov 06

Com tantas tecnologias disponíveis utilizadas pelas empresas para chegar ao consumidor, o Mobile Marketing vem se consolidando no Brasil e ganhando credibilidade com ações personalizadas e em tempo real que podem ser novidade para as pessoas e ainda ganham em interatividade.
Através do Mobile Marketing, as empresas atingem diretamente o consumidor com diversas ferramentas. A cada dia que passa, o número de ações mobile aumenta e varia. Vão desde o tradicional SMS (envio de mensagens de textos com promoções, quiz, informativos, votações, descontos, entre outros), passando por WAP (TV no celular, loja de conteúdos, podcasts e comunidades), até Bluetooth (ações de divulgação da marca, eventos, cupons e envio de conteúdos patrocinados).

De acordo com o presidente da AgênciaClick, Abel Reis (foto), o SMS é o principal serviço usado pelos clientes. “A comunicação via torpedos é a mais utilizada pelas empresas porque atinge a grande maioria dos usuários e é um Marketing com baixos custosâ€, ressalta em entrevista ao Mundo do Marketing.

Um estudo realizado pelo IDC Brasil mostrou que as mensagens enviadas pelos anunciantes para os celulares de consumidores, em 2007, movimentaram US$ 120 milhões. Segundo o IDC Brasil, esse valor deverá ultrapassar US$ 150 milhões este ano.
Vantagens e dificuldades do Mobile Marketing
O Mobile Marketing tem como vantagens tradicionais a interatividade, o custo, segmentação, mensuração, efetividade e mobilidade. Outro ponto em destaque é que as mensagens são lidas quase que imediatamente e os usuários mostram ou reenviam o que recebem para os amigos.

Para o diretor da El Movil, Fábio Cardoso (foto), cada vez mais as pessoas estão aderindo às campanhas, diferentemente do que acontece com outras mídias tradicionais. “O receptor participa de campanhas enviando códigos via SMS, se cadastrando para receber notícias e ativando o Bluetooth para receberconteúdosâ€, conta ao site.

O Gerente de Marketing móvel da Compera n’Time, Eduardo Lins (foto), alerta com relação às empresas de telefonia precisarem segmentar o mercado. Para ele, as operadoras devem fazer um estudo maior sobre respectivas bases de clientes para obter maior eficiência no trabalho. “O usuário precisa ter interesse e autorizar o envio da mensagem para evitar que o efeito da campanha seja negativo e ocasione spamâ€, aponta Lins em entrevista ao Mundo do Marketing.    
 
Hoje, no mercado de Mobile Marketing, já existem produtos de prateleira, aqueles que já foram desenvolvidos e podem ser implementados para outros clientes. São eles o Mobile Advertising (disponibilização de banners em sites WAP e mobile sites), campanhas via SMS (envio de códigos para participar de uma promoção ou de mensagens para uma base cadastrada), WAP, Bluetooth, entre outros.
Fonte:Mundo do Marketing, Priscila Gambale.

written by roger